O PLANETA DO MACACO

O PLANETA DO MACACO

Atualizado em 07/08/2009 às 19:08, por POR RODRIGO MANZANO,  DIRETOR EDITORIAL E ANA IGNACIO e  DA EQUIPE DE ESTAGIÁRIOS.

AO CONVERSAR COM IMPRENSA SOBRE SUA CARREIRA E BIOGRAFIA, JOSÉ SIMÃO REVELA QUE POR TRÁS DE SEU HUMOR ESCRACHADO HÁ INTELIGÊNCIA E MUITA SERIEDADE



Não importa se a circunstância é informal: médicos, advogados e psicólogos quase sempre são obrigados a dar expediente a seus interlocutores, ainda que sequer os conheça. Uma dor de cabeça insistente, um processo parado ou um estranho sonho recorrente - tudo é assunto para os que padecem da "síndrome do aproveitando que...". Logo, aproveitando que estão em frente a José Simão - que não é médico nem psicólogo, mas por pouco não se formou advogado -, todos esperam que ele seja tão engraçado quanto seus textos diários na Folha de S.Paulo. A tarefa, digase, não é muito difícil para ele e, de fato, é impossível ficar indiferente diante de seus grandes olhos naturalmente expressivos, seu humor rápido e suas tiradas geniais. Mas sob a graça calculada se esconde um profundo crítico da realidade brasileira, do ambiente político, do mundo e submundo das celebridades e das grandes ideologias estabelecidas. Seus mais de 20 anos como colunista da Folha conferiram a ele uma característica dominante sobre suas demais facetas e uma persona que se sobrepõe aos outros elementos que compõem sua personalidade. "É meu traço mais forte, mas não é o único porque a vida não é um eterno Rarará, a vida não é um piquenique", afirma. Apesar do instinto natural tratá-lo como um grande palhaço, logo se percebe que Simão não é feito só de graça. Não desgosta desse posto, mas faz questão de esclarecer que ele não é um piadista. Aliás, José Simão detesta piadas. "Não sou piadista. As pessoas acham que gosto de piada. Eu odeio piada. Piada pra mim tem que ser inteligente ou ter um jogo de palavras."

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