O país do futebol
O país do futebol
Era incrível como ele, futebol, tomava conta de nossas vidas. Na verdade, era a seleção canarinho. Sua magia, sua força encantava o mundo e criava um sonho de liberdade em nossas vidas. Parecia que cada toque na bola, o passe perfeito, o lançamento em longa distância na verdade eram nossas vidas que caminhavam, penetravam com sabedoria para o fundo da glória, realização e não de um. E tinha vários outros talentos.
Quando a seleção entraria em campo? Era fácil perceber. Nos pontos comerciais as bandeirinhas penduradas, como também nas antenas dos carros que também não existem mais. A sala de TV da casa ficava pequena. Eram tios, primos, amigos e nós, as crianças sentavam no chão. O gostoso era o bolão que hoje acabou. Adivinhar o placar, quem marcaria primeiro, Pelé, Riva, Tostão, Jair ou em outras épocas, Sócrates, Zico, Falcão, enfim, eram muitos craques.
A pipoca rolava solta, era uma festa, uma consagração. O país parava não somente em Copa, como pára hoje para o grande evento, mas em qualquer jogo, seleção era seleção. O jogo era esperado. A graça existia e contagiava.
Assisti novamente Pelé Eterno. É citado que em uma temporada, o Rei marcou mais de cem gols em pouco mais de 90 jogos. Oito só em um jogo. Mas, de volta ao assunto, nesta semana tem jogo da seleção. Nosso atacante, que irá dominar a bola, entrar na área, fazer com que todos levantemos com tensão e adrenalina, ao bater na bola - se gol ou não eu não sei - mas apenas vale lembrar, que quando jogou no Corinthians, fez 5 gols em 65 jogos. Bela marca para atuar com a camisa amarela. Que tesão que dá assistir aos jogos do Brasil!
Eles ganham muito dinheiro e eu não consigo ninguém para participar do meu bolão.
AH! Está nas bancas a revista SHOW DE BOLA . Semanal, com ótima impressão e acabamento. Mais uma publicação da Editora ON LINE. A Show de Bola me fez sentir como um estagiário. Mais uma oportunidade dada por Mário Marinho, ex-presidente da ACEESP que me deu oportunidade na década de 90 para entrar no mundo maravilhoso do RÁDIO.
Agora, ao lado de Silvio Natacci, me convida para escrever na revista. Uma honra. Agradeço de coração a lembrança, confiança e oportunidade. Para mim, sem dúvida nenhuma um privilégio poder trabalhar com esses dois profissionais que tenho grande respeito e admiração.






