O novo mapa da notícia
O novo mapa da notícia
Mudanças geopolíticas e melhores condições de trabalho permitem às emissoras enviarem correspondentes a locais pouco habituais no noticiário brasileiro, como China e África do Sul
Dia histórico para toda a comunidade católica e para o mundo, em 2 de abril de 2005 o Vaticano oficializava a morte do Papa João Paulo II. Minutos depois do anúncio oficial, textos, imagens e vídeos da cobertura da morte do pontífice encontravam-se na internet. Em poucas horas, matérias enviadas por correspondentes já estavam prontas para os telejornais da noite. O "Jornal Nacional" daquele dia durou uma hora e meia, sendo a maior cobertura da morte de um Papa na televisão brasileira. A mesma facilidade e rapidez não foi encontrada pelo correspondente internacional da Globo em 1978. Há 30 anos, a matéria gravada em película sobre a morte do Papa João Paulo VI, elaborada por Hermano Henning, levou cerca de dois dias para que ficasse pronta e chegasse ao país. "Antes de chegar ao Brasil, o material era enviado para Londres, a dificuldade em se obter a matéria pronta era grande e a precariedade operacional dificultava o trabalho", lembra o jornalista.
Ao cobrir a Guerra Civil de Angola, também na década de 1970, Henning encontrou ainda mais dificuldades, uma vez que o lugar era carente de estrutura técnica. Hoje, em compensação, o país africano é endereço fixo do primeiro correspondente de uma TV brasileira no continente africano: Carlos Alberto Júnior, da TV Brasil, que encontra um país diferente do que conheceu seu veterano colega. "O público brasileiro está acostumado a só receber informações da África quando há um golpe de Estado, uma guerra, ou uma catástrofe natural, e em geral são notícias de agências internacionais baseadas na Europa e nos Estados Unidos, sem o olhar brasileiro", analisa Carlos.
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