"O nome da pirataria é conveniência", afirma diretor do MySpace Brasil no "IMPRENSA na TV"
"O nome da pirataria é conveniência", afirma diretor do MySpace Brasil no "IMPRENSA na TV"
Quase todos os artistas têm um perfil no MySpace. Atualmente, no mundo são 13 milhões. No Brasil, onde o site começou em dezembro de 2007, já são 82 mil. Já o total de perfis no Brasil - incluindo os não-artistas - era de 270 mil assim que o site passou a ter uma edição em português,. Hoje, já são 1 milhão e meio de pessoas participando, intensificando os 300 milhões de participantes no mundo, em 31 países.
Diante desses números, Emerson Calegaretti, Diretor Geral do MySpace Brasil, participou do programa "IMPRENSA na TV" nesta terça-feira (27). O executivo falou sobre o número cada vez maior de adeptos dos sites de relacionamento, da possibilidade da troca de informações, das novidades tecnológicas - como a internet banda larga e o celular como interface - e de problemas como os crimes praticados no mundo virtual.
O MySpace surgiu no final de 2003, quando os fundadores Chris DeWolfe e Tom Anderson perceberam que a Internet poderia ser um bom caminho para divulgar trabalhos de grupos musicais. "Atualmente há uma miscigenação muito grande no mercado musical, e o site permite que grupos, principalmente independentes, entrem no mercado", explicou Calegaretti.
Porém, além de ser uma plataforma de lançamento de músicas, o site é usado também como um espaço para fomentar debates. "No mundo todo promovemos debates políticos em época de eleições. A internet é um meio onde a participação dos jovens é mais ativa. A questão política hoje é muito séria, sisuda, e é necessário um debate politico da molecada. A idéia é fazer com que eles participem. No debate americano do pré-candidato democrata Barack Obama, 700 mil pessoas assistiram ao debate simultaneamente", exemplificou o executivo.
O MySpace - que se mantém com 100% de publicidade - é, para ele, a casa da banda independente. "A indústria das gravadoras focou nos últimos anos em venda e distribuição, e não em produção. A Internet mudou isso, hoje você pode mostrar seu trabalho e achar uma audiência sem passar pelas grandes gravadoras ou pelos grandes meios de comunicação".
Em relação a crimes praticados pela web, como a pedofilia, ele afirma que as redes de relacionamento devem cooperar. "Apesar de nossa sede ser norte-americana, temos que cooperar com as autoridades locais", disse.
Ele conta que hoje o site é hoje liderança mundial em liberação de conteúdo: "nenhum site tem nossa tecnologia. Uma ONG monitora a pedofilia na internet, e até hoje temos zero denúncias. Acredito que alguns abusos têm que ser controlados, como no mundo real. A Internet não pode ser terra de ninguém".
Perguntado por internauta que participava do chat do programa sobre pirataria, o diretor do MySpace foi categórico: "o nome da pirataria no Brasil é conveniência". Se as distribuidoras facilitassem a distribuição de outras formas, as pessoas não procurariam a pirataria".
Calegaretti atua no mercado de Internet desde 1997 com passagens pelo UOL, StarMedia, Intershop e Google. É formado em Matemática pela UNICAMP, Direito pela FADISC, pós-graduação em Global Marketing Management pela UCLA e MBA pela ESPM.
O "IMPRENSA na TV" é exibido todas as terças-feiras, ao vivo, das 14h às 15h, pela AllTV. O programa, apresentado por Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA, é interativo e dá a oportunidade para que os internautas enviem perguntas ao entrevistado e comentem a pauta do dia.
Foto: Divulgação






