O nome da noite
O nome da noite
Em novembro Amaury Jr. estreou um novo programa na TV, "VIP Brasil com Amaury Jr.", no canal por assinatura E!. Também inaugurou em outubro, ao lado de sua filha Duda Ferreira e de outros cinco empresários, o Club A, uma casa noturna privé onde só entram membros rigorosamente selecionados e que estejam dispostos a desembolsar R$5 mil por ano.
Em meio a tantas novidades, o apresentador conversou com a revista IMPRENSA por quase duas horas em sua produtora Call Me, em São Paulo, e a recebeu durante um evento no restaurante Antiquarius, também na cidade. O resultado foi uma matéria para a seção Perfil ("Para ver e ser visto", pág. 36) cheia de histórias curiosas e polêmicas opiniões do apresentador e jornalista. A seguir, alguns depoimentos que não entraram na versão impressa.
"O meu pai tinha um culto à língua a tal ponto que desrespeitá-la era como desrespeitar a Deus. Ele tinha uma lousa na minha casa em São José do Rio Preto [sua cidade natal] e, quando eu comecei na televisão em São Paulo, ele anotava todos os erros que eu cometia. Daí ele me ligava: 'Você viu o que você falou ontem? Que vergonha'. Eu me lembro exatamente de um exemplo que eu falei 'haja visto', mas não existe. É só 'haja vista.'"
"A Ana Maria [Braga] começou comigo lá em Rio Preto. Tinha uma gincana de pedidos entre duas faculdades, era uma loucura, a cidade ficava rachada no meio. Aí, certa vez, o pedido era trazer a sósia mais parecida da Brigitte Bardot e levaram a Ana Maria lá. Ela fazia faculdade de filosofia e vendia fogos de artifício na rua General Glicério. Ela era muito bonita, irresistível. Todo mundo comprava balão, biribinha, só para vê-la. Eu tenho foto dela no programa. O auditório veio abaixo. Daí eu falei: 'Segura essa menina aí'. Ela ficou como minha auxiliar de palco durante um ano."
"Eu acho o Amaury Dumbo ótimo. Ele tem mais audiência do que eu. Aqui no Brasil todo mundo homenageia as pessoas depois que elas se foram. O programa do Luís Fernando Guimarães, 'Minha Nada Mole Vida' é uma caricatura minha e tirou um monte de coisas típicas do meu programa. Eu vou me sentir mal? Não. Você tem que levar na esportiva. A saúde do programa para mim é fundamental e isso faz bem."
"Eu não tenho mais problema com os bêbados inconvenientes porque eu tenho uma produção muito atenta, que não deixa chegar nada perto. Há 40 anos eu faço isso e já desenvolvi mecanismos para desvencilhar os bêbados, isso quando eu não estou bêbado. Acabou a festa eu posso beber, não é? É lógico. Era só o que me faltava fora do ar também não poder."
"O Walter Zagari [vice-presidente comercial da Record] é muito meu amigo. E nós estávamos em uma festa e ele realmente me falou: 'Você gostaria de ir para a Record?' E eu perguntei: 'Fazer o quê?'. Ele: 'Ir para a tarde da Record'. Como? Eu construí meu programa na noite. Daí o [Alexandre] Raposo [presidente da Record] estava em um café da manhã oferecido pelo João Doria e eu estava atrás da mesa dele. Quando acabou a cerimônia, eu conheço ele e fui cumprimentá-lo. Ele falou: 'Adoro o seu programa. Pena que ele não está no meu canal. Liga para mim', e me deu o cartão. Tinha um monte de jornalista lá. Foi o bastante para sair essa onda toda."
"Eu nunca troquei farpas com o Otávio Mesquita, ele que troca comigo (risos). Eu nunca falei nada do Mesquita. Ele fala todo dia no programa, acho que ele quer dar para mim, é isso (risos). Só pode ser. Ele não está no meu segmento há muito tempo. E ele pode voltar, para mim é ótimo porque programa que não tem comparação... Eu acho bom que exista. E eu me dou muito bem com ele. Eu não estou mais nem aí para ninguém."
Leia a matéria completa na edição 252 de IMPRENSA






