O nomadismo digital como alternativa ao jornalismo tradicional
Que o jornalismo tradicional está desgastado todos já devem estar cansados de saber. O modelo tradicional de jornalismo sustentado insistent
Atualizado em 02/07/2015 às 01:07, por
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Artigo vencedor do Foca na IMPRENSA (julho/2015), por Rafaela Lorenzon
emente por empresas do ramo não está mais dando conta do recado. E os sinais estão escancarados: redações cada vez mais enxutas, pouco funcionário para muito trabalho. É o profissional "multitarefa", Melhor dizendo, o "faz tudo".Com isso, novas formas de trabalho acabam surgindo, se não por vontade, por necessidade de adaptação aos novos padrões que a sociedade (e o mercado) exige. É o caso do home-office. Este modelo - já bastante difundido nos Estados Unidos, por exemplo, onde, segundo dados da SAP Consultoria em Recursos Humanos, mais de 80% das empresas já utilizam o home-office - ainda está se consolidando no Brasil, o que mostra que ainda há uma resistência à nova forma de trabalhar e ganhar dinheiro de casa, sem precisar bater o ponto e trabalhar das 8 horas às 19 horas todos os dias da semana, incluindo plantões aos finais de semana. Por aqui, segundo a mesma pesquisa, este modelo é difundido por apenas 36% das empresas.
Levando tudo isso para a realidade do jornalismo, o que muitos não sabem é que há muita gente por aí - especialmente aqueles que acabaram de sair das faculdades - inquieta com esse tipo situação e procurando novas formas de trabalho e geração de renda, buscando alternativas para driblar a saturação do mercado atual. Uma destas formas, que ainda está engatinhando por terras brasileiras, é o nomadismo digital - entendido aqui como uma forma de trabalhar através da internet, dando ao profissional a oportunidade de trabalhar de qualquer lugar do mundo, por meio das diversas plataformas digitais disponíveis na rede.
Para o jornalista, as opções são infinitas e sempre há trabalho para quem estiver disposto a se jogar nesse mundo novo do nomadismo digital. Trabalhos como freelancer, produção de conteúdo para empresas, edição e produção de vídeos institucionais, divulgação, marketing, propaganda, redes sociais. Estas são apenas algumas das funções a que o profissional da comunicação pode recorrer para tentar fugir da crise do modelo jornalístico atual.
Além disso, este novo modelo de trabalho - e não só para jornalistas, mas para vários outros profissionais - vem se mostrando cada vez mais adequado se levarmos em consideração a falta de flexibilidade dos empregos atuais, a situação caótica das grandes cidades, como trânsito abarrotado de carros, demora em chegar ao serviço, transporte público de pouca qualidade e ainda o estresse causado pelo excesso de trabalho e carga horária exaustiva.
Levando todos estes dados em consideração, é de se pensar mesmo em como o termo "nômade digital" está se tornando cada vez mais comum a seus ouvidos. E pode se preparar para o que está por vir. É o futuro da comunicação (e da tecnologia) ultrapassando a barreira do modelo tradicional de trabalho.





