O nepotismo nas redações - Por Joicilene Silva Souza / Universidade Estácio de Sá(RJ)

O nepotismo nas redações - Por Joicilene Silva Souza / Universidade Estácio de Sá(RJ)

Atualizado em 02/05/2005 às 12:05, por Joicilene Silva Souza e  estudante do curso de jornalismo da Universidade Estácio de Sá (RJ).

Por A cada ano milhares de jovens, profissionais de jornalismo, entram ou disputam uma vaga no mercado de trabalho.Mas até que ponto as empresas selecionam os seus profissionais baseados apenas na capacidade do candidato?

Com as redações cada vez mais enxutas, os obstáculos para os jovens profissionais se multiplicaram, mas o nepotismo também contribui para a falta de espaço para quem realmente tem talento de verdade.Há pouco tempo conversando com alguns recém-formados sobre o que eles esperavam do futuro a resposta vem em coro, "não sei", e quando interrogados sobre essa resposta, vem uma afirmação:- para entrar nesse mercado precisa-se de um Q.I, abreviação que disvirtua o seu real significado passando a se caracterizar como "quem indica" e não mais como "quociente de inteligência".

Isso prova que o nepotismo não faz parte apenas da estratégia de nossos políticos, mas também de nossas redações que deveriam ser fortes reguladoras do estado, e contra esse tipo de acontecimento que só empobrece o nosso jornalismo. O atrelamento aos grandes anunciantes é fato consumado, porém os grandes empresários de comunicação deveriam adotar uma postura negativa ao favorecimento de algum candidato que pleiteia uma vaga, pois o bom jornalismo só se faz por quem possui alguma bagagem cultural e profissionalismo, isso não se mede por grau de parentesco e tampouco por laços de amizade.Já que não podemos ser totalmente isentos, que pelo menos os nossos profissioanais sejam competentes.