“O modelo de jornalismo começou a dar sinais de esgotamento”, afirma Sérgio Rizzo

Com o tema “Teoria e Prática em Tempos de Transformação”, o VI Simpósio de Comunicação da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, contou na última quarta-feira (21/8) com a presença do jornalista Sérgio Rizzo para debater com estudantes e profissionais o rumo da imprensa frente aos desafios do ambiente digital.

Atualizado em 22/08/2013 às 15:08, por Alana Rodrigues*.


Crédito:Alana Rodrigues Para Sérgio Rizzo, modelo de jornalismo atual está esgotado


Mestre e doutor pela ECA/ USP, blogueiro da Folha de S.Paulo e crítico do jornal Valor Econômico , Rizzo discursou sobre a crise dos impressos e a integração das novas plataformas nas redações. Para ele, o jornalismo precisa ser reinventado. “O modelo de jornalismo começou a dar sinais de esgotamento. Isso ficou muito claro para os EUA, não sei se para o Brasil”, disse ao pontuar a recente compra do Washington Post pelo presidente da Amazon, Jeff Bezos.


Rizzo ressaltou que não há um caminho concreto para a profissão e que ela precisa ser pensada para superar as futuras perspectivas. “É importante visualizar alguma coisa lá na frente. Há uma preocupação excessiva com técnica e tecnologia do ponto de vista do conteúdo. O jornalismo tem o mesmo parâmetro de sempre e eles devem continuar, seja sob qualquer vínculo tecnológico”, explicou.


Além de abordar os impasses dos cursos em aliar formação humanística e qualificação técnica para o exercício da profissão, Sérgio contou que vem pensando em um novo modelo de jornalismo que satisfaça esse déficit. “Temos que aprender a usar as mídias, as novas formas de jornalismo estão para ser inventadas. A teoria tem que se integrar à prática”.


O jornalista propõe um “jornalismo de garagem”, no qual que possibilite fazer descobertas e pensar em coisas que ainda não foram propostas. “O curso deve ser uma redação. Uma escola de jornalismo sem muros, a qual converse com o mercado”, afirmou.


Para Rizzo, a sociedade precisa acreditar que a profissão deve existir e os profissionais têm que criar um “jeito satisfatório e autossustentável de se fazer jornalismo”.



* Com supervisão de Vanessa Gonçalves


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