O Michael Moore portenho
O Michael Moore portenho
O jornalista Jorge Lanata é considerado uma lenda nas redações argentinas. Aos 14 anos já era redator na Rádio Nacional. Aos 17, além de radialista, escrevia em duas revistas de humor - El Periodista e Humor. Com 26 fundou o jornal Página 12, hoje um dos maiores diários do país. Lá permaneceu até os 38, quando criou sua própria revista semanal, a Veintitrés, outro sucesso nas bancas. Ao longo desta trajetória meteórica, ainda estrelou programas de TV e rádio, onde cativou o grande público disparando contra o poder da vez. Dizem amigos e fãs que é mais fácil "tampar o sol com um dedo, do que calar Lanata". Essa tese ganhou força em fevereiro deste ano, quando o jornalista perdeu seu emprego na TV América, onde tinha um talk show, por "exagerar" nas críticas ao presidente Néstor Kirchner.
Com a agenda menos carregada, Jorge Lanata pôde concluir o grande projeto de sua vida: lançar um filme-bomba denunciando os desmandos do poder na Argentina nas últimas décadas. Em forma de documentário, "Deuda" (Dívida) chegou as telas argentinas com estardalhaço no final de outubro. E logo na primeira semana de exibição já estava entre as maiores bilheterias. Versão sul- americana de Fahrenheit 9/11, o filme de Lanata lhe rendeu o inevitável apelido " ". As semelhanças vão além do estilo de conduzir a câmera e da obsessão por criar situações constrangedoras. Além de ferozes opositores do imperialismo e de seus respectivos presidentes. Lanata e Moore se parecem irmãos, tão grande é a semelhança física de ambos. 





