O gosto amargo do jabaculê
O gosto amargo do jabaculê
Atualizado em 25/11/2010 às 17:11, por
Lucia Faria.
O jornalista tem um site de moda e beleza razoavelmente bem feito. E, claro, precisa de ajuda das assessorias de imprensa com clientes na área. Bom para todos: para quem quer divulgar os produtos e para quem necessita de matéria-prima para informar às internautas. Só estranho um item na sua solicitação por e-mail: ele não aceita fotos. É fundamental enviar os produtos para que ele mesmo fotografe, condição bastante destacada na sua mensagem. E, para facilitar, já manda até o endereço de entrega.
Até entendo que ele queira fazer uma produção especial, algo mais sofisticado e com alguma "pegada" diferente. Mas não. No site o que percebo são fotos absolutamente iguais a qualquer outra de divulgação. O problema, eticamente falando, é que em nenhum momento ele destaca que irá devolver os produtos fotografados. Isso, sim, seria o correto. Cabe à assessoria dizer se quer os itens de volta ou não, mas ele tem de deixar claro que não se trata de jabá. Ou se trata?
Incomodada com essa questão, troquei ideia com uma editora de moda e estilo, com experiência no mundo on e offline. Achou absurdo.
Explicou que quando pega produtos, sua produtora assina termo de compromisso de devolução, em geral no prazo de 15 dias. Em recente produção, uma modelo rasgou a meia-calça durante a sessão de fotos. A revista desembolsou R$ 50 para pagar à cedente, que aceitou o valor sem qualquer constrangimento. Negócios são negócios.
Algumas vezes, em razão do projeto gráfico, ela é obrigada a abrir os produtos, espalhar a tinta do esmalte ou o pó da sombra, compor um visual ajustado ao conceito da publicação. Nesse caso, já avisa de antemão sobre a impossibilidade da devolução do produto. Tudo às claras.
Anos atrás, comprei um par de sapatos utilizado na produção de fotos de uma revista de moda. No bazar promovido naquela época pela editora eram comercializadas justamente as peças fotografadas e que não poderiam ser vendidas pelas empresas. Paguei uma bagatela pelo maldito que depois me proporcionou alguns calos (mas isso não vem ao caso agora...). E pelo o que me lembro, o dinheiro foi revertido para uma ação social bem interessante capitaneada pela empresa.
Portanto, penso que se o jogo está claro, o problema é zero. Mas quando cheira a jabaculê, aí o gosto é amargo.

Até entendo que ele queira fazer uma produção especial, algo mais sofisticado e com alguma "pegada" diferente. Mas não. No site o que percebo são fotos absolutamente iguais a qualquer outra de divulgação. O problema, eticamente falando, é que em nenhum momento ele destaca que irá devolver os produtos fotografados. Isso, sim, seria o correto. Cabe à assessoria dizer se quer os itens de volta ou não, mas ele tem de deixar claro que não se trata de jabá. Ou se trata?
Incomodada com essa questão, troquei ideia com uma editora de moda e estilo, com experiência no mundo on e offline. Achou absurdo.
Explicou que quando pega produtos, sua produtora assina termo de compromisso de devolução, em geral no prazo de 15 dias. Em recente produção, uma modelo rasgou a meia-calça durante a sessão de fotos. A revista desembolsou R$ 50 para pagar à cedente, que aceitou o valor sem qualquer constrangimento. Negócios são negócios.
Algumas vezes, em razão do projeto gráfico, ela é obrigada a abrir os produtos, espalhar a tinta do esmalte ou o pó da sombra, compor um visual ajustado ao conceito da publicação. Nesse caso, já avisa de antemão sobre a impossibilidade da devolução do produto. Tudo às claras.
Anos atrás, comprei um par de sapatos utilizado na produção de fotos de uma revista de moda. No bazar promovido naquela época pela editora eram comercializadas justamente as peças fotografadas e que não poderiam ser vendidas pelas empresas. Paguei uma bagatela pelo maldito que depois me proporcionou alguns calos (mas isso não vem ao caso agora...). E pelo o que me lembro, o dinheiro foi revertido para uma ação social bem interessante capitaneada pela empresa.
Portanto, penso que se o jogo está claro, o problema é zero. Mas quando cheira a jabaculê, aí o gosto é amargo.






