O fotógrafo João Caldas diz que "para fotografar bem é preciso conhecer o assunto"
O fotógrafo João Caldas diz que "para fotografar bem é preciso conhecer o assunto"
Fotógrafo profissional desde 1981, João Caldas começou fotografando shows e espetáculos por influência de seu irmão mais novo, que seguia carreira no teatro. Registrar ensaios e apresentações era, para Caldas, uma forma de participar do grupo e driblar sua timidez. "A câmera me punha 'dentro' do palco", conta.
Atualmente com 50 anos, ele se interessou por fotografia desde pequeno, mas foi em 1978, quando fez um curso por correspondência, que o hobby se tornou algo mais sério. Apesar da paixão pelas imagens, o fato de ter estudado num colégio muito tradicional fez com que sua opção fosse fazer engenharia.
| João Caldas |
| Miss Saigon |
Entretanto, no 2º ano do curso fez novo vestibular e começou a cursar cinema na USP (Universidade de São Paulo). "A partir daí tive certeza do que queria e apesar de não ter conseguido ser fotógrafo de cinema, segui fotografando 'tudo' que aparecia", explica o fotógrafo.
Ele conseguiu o primeiro emprego registrado como fotógrafo no Hospital Oswaldo Cruz, onde fazia de livros, raios-x, cirurgias e tratamentos de radioterapia. "Mas cada vez mais o teatro me chamava para fotos, principalmente nos trabalhos do meu irmão".
| João Caldas |
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| My Fair Lady |
A partir de um desses espetáculos, "Clara Crocodilo" (1981), em que João Caldas fez todo o acompanhamento do processo de trabalho, é que veio o retorno profissional: ele foi convidado a trabalhar no IDART, que era o departamento de documentação de artes cênicas da Prefeitura de São Paulo (hoje Divisão de Pesquisas do CCSP).
"A partir daí a coisa embalou, trabalhei na Folha de S.Paulo de 1985 até 1987, uma experiência quase obrigatória para qualquer profissional, pois o dia-a-dia de jornal é uma escola única. Depois retomei a vida de freelancer fazendo eventos esportivos, empresariais, fotos em estúdio, mas sempre nas artes cênicas, minha especialidade e paixão", diz o fotógrafo.
| João Caldas |
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| Caminho para Meca |
Ele conta que com a mudança para a fotografia digital, tem "o entusiasmo renovado dos tempos de iniciante, com tanta coisa para aprender e experimentar". Para ele, o mais gostoso de ser fotógrafo é que "a cada trabalho publicado ou bem aproveitado pelo cliente, com boa impressão e num produto com um bom design gráfico, temos prazer e satisfação. Em pequenas doses e durante um bom tempo, isso só faz a gente ter certeza de que é o que faremos enquanto for possível".
Como conselho para quem gostaria de ser fotógrafo, João Caldas diz que "por experiência própria, para fotografar bem, qualquer que seja o tema, você tem que conhecer o assunto, saber do que se trata, ter até a experiência prática do que se está fotografando. Nunca fui ator, não tenho coragem de subir num palco, mas vivo no teatro, conheço os atores, os diretores, os técnicos, as salas, leio os textos e assisto os espetáculos. Como faria boas fotos de surf se nunca subi numa prancha? Só por sorte ou acaso, coisas que os profissionais não podem depender para ter bons resultados no dia-a-dia".
| João Caldas |
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| West Side Story |





