O fetiche dos amantes das fraldas

O fetiche dos amantes das fraldas

Atualizado em 26/08/2009 às 10:08, por Silvia Dutra.

A notícia saiu no jornal Flórida Today no comecinho de agosto e os fatos aconteceram numa cidade chamada Melbourne. Uma mulher, Janet Schulte, colocou um anúncio num website muito famoso daqui, Craiglist.com, oferecendo seus serviços de babá. Logo depois, foi contatada pelo telefone por um homem que disse ter um irmão deficiente físico e mental, que necessitava de cuidados porque os familiares estavam cansados demais para prosseguir com a tarefa. Segundo o homem, o deficiente tinha 40 anos, mas a idade mental era de uma criança de cinco. Usava fraldas e precisava receber mamadeiras durante o dia.

Combinaram que o tal irmão deficiente iria todo dia à casa da babá, porque uma das tias morava perto e o "bebê" sabia andar sozinho pelo bairro. E assim aconteceu. Durante três meses, todas as manhãs o bebê chegava sozinho à casa da babá, passava os dias assistindo televisão e jogando vídeo games. Nos intervalos era alimentado e tinha suas fraldas trocadas. Adorava tirar uma soneca depois de sessões de cafuné. Ao final do dia, ele ia embora.

Nunca a mulher se encontrou cara a cara com o irmão que tinha contratado os serviços. Mas ela não achava nada de estranho nisso, visto que ambos tinham horários de trabalho conflitantes. E o bebê era comportadinho.

Tudo ia muito bem, até que o contratante deixou de ser tão pontual nos pagamentos. Então, o marido da babá seguiu o bebê e viu que ele não ia para a casa da suposta tia, mas que sabia até dirigir. A polícia foi chamada e, para a surpresa de todos, o irmão deficiente e o contratante dos serviços eram a mesma pessoa, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades porque ele, teoricamente, não cometeu nenhum crime.

Ross Wolf, professor de Justiça Criminal na Universidade da Flórida Central, disse que o homem obteve serviços fraudulentamente, mas como pagou por eles não pode ser enquadrado em nenhuma Lei. "É triste ver coisas como essa acontecendo e nós não termos uma legislação, mas nosso sistema de Justiça é imperfeito e por isso mesmo está constantemente sendo revisado".

A mulher declarou ter se sentido "violentada e humilhada ", pelo golpe, embora o comportamento do "bebë" jamais tenha descambado para nenhum ato de natureza sexual. Ele apenas gostava de usar fraldas sempre limpas e se comunicava com a babá usando uma voz infantilizada. A imprensa já apelidou o caso como "o bebê adulto" ou " ".

Eu já tinha ouvido falar em gente que tem fetiche por sapatos, por pés, gente que se excita sexualmente vestindo roupas do sexo oposto ou ouvindo frases românticas em Francês, ou batendo ou apanhando. Tem até quem goste de transar com gente morta e mais uma variedade de comportamentos não muito comuns. Mas gente que gosta de falar e ser tratado feito um bebê e ainda pagar 600 dolares por semana para ter suas fraldas trocadas e receber cafunés até pegar no sono, juro que foi a minha primeira vez.