“O fator humano aproxima o leitor”, diz vencedora do Grande Prêmio Líbero Badaró

Com uma carreira focada em reportagens que têm os direitos humanos como foco, a jornalista Adriana Carranca, repórter especial de O Estado de S.

Atualizado em 26/09/2013 às 15:09, por Danubia Paraizo.

A cerimônia promovida por IMPRENSA ocorreu na última quarta-feira (29/09), no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, e reuniu diversos profissionais da comunicação.
Crédito:Alf Ribeiro Adriana é vencedora do Grande Prêmio Líbero Badaró
“Nunca imaginei nem no melhor dos meus sonhos ganhar este prêmio”, disse a jornalista em seu discurso. A série de reportagens “Coletânea da guerra no Afeganistão”, vencedora da categoria “Grande Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo”, é fruto de uma cobertura que inclui quatro viagens ao país, além de outras sete à fronteira com o Paquistão.

Segundo Adriana, é muito importante que pautas como esta sejam contempladas em prêmios como o Líbero, já que esta é uma forma de incentivar que mais reportagens sejam feitas. “O Brasil tem tropas de paz no Haiti, Congo e Líbano, além de estar buscando uma posição no Conselho de Segurança da ONU. A pauta social tem ganhado cada vez mais espaço na imprensa”.

Como estratégia para fisgar seu leitor, e de quebra, aproximar mundos tão diferentes, como é a realidade do Brasil e de países em guerra civil, como Afeganistão, Adriana explica que tenta trazer um olhar humano às suas pautas. “Procuro fazer as pessoas refletirem: ‘poxa, e se fosse minha mãe que estivesse ali?’. A ideia é ter foco no que é de interesse do leitor, em assuntos que ele se identifique”.

Ao receber o prêmio, Adriana fez um agradecimento especial ao Estadão, onde trabalha por pouco mais de uma década, e ao marido, que sempre a incentivou a ter calma. “Teve uma vez que eu estava no meio de um bombardeio no Afeganistão e ele me ligou. Expliquei a situação e ele mesmo rapidamente, conseguiu me tranquilizar”, finaliza.

Confira a galeria de imagens da 10 ª edição do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo: