"O estrago já está feito", afirma Assange sobre publicação de biografia não-autorizada

O co-fundador da WikiLeaks, Julian Assange, publicou um comunicado oficial, em que esclarece questões sobre o lançamento de sua autobiografi

Atualizado em 22/09/2011 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Atualizado às 11:37

O co-fundador da WikiLeaks, Julian Assange, publicou um em que esclarece questões sobre o lançamento de sua biografia não-autorizada, nesta quinta-feira (22).
Assange afirmou que soube, por meio de um artigo do jornal The Independent , que a editora britânica Cannongate distribuiu um esboço do livro sobre a vida do ativista, com aproximadamente 70 mil caracteres, sem a devida aprovação e autorização prévia. Segundo o líder da WikiLeaks, o acordo realizado em 2010, com as editoras Knopf e Cannongate, seriam revistos, devido sua extradição e julgamento na Suécia.
O manuscrito, redigido por Andrew O'Hagan, versa sobre uma conversa que ambos tiveram, mas do qual o ativista possui os direitos autorais. O australiano havia concordado com o lançamento do livro a fim de angariar fundos para a organização e para custear os honorários jurídicos devido aos julgamentos.
"Cannongate agiu em quebra de contrato, quebra de confiança, quebra dos meus direitos criativos e quebra de minhas garantias pessoais. Este livro deveria ser sobre a luta de minha vida por justiça por meio do acesso ao conhecimento, mas tornou-se outra coisa", afirma, em comunicado oficial, qualificando a editora como "antiquada e oportunista". A editora americana Knopf retirou-se do contrato uma vez que soube que o asutraliano não autorizava mais a publicação.
O texto não-finalizado será lançado na sexta-feira (23), nas livrarias britânicas, sem autorização de Assange, ao que ele afirma que o "estrago estará feito" quando ler sobre sua própria vida na publicação.

A editora Cannongate publicou uma nota oficial em que reafirma a publicação do livro, na próxima sexta-feira, e reitera que honrará o contrato firmado com Assange, pagando os direitos autorias. Segundo a editora, a decisão de publicar deve-se também ao adiantamento de parte dos royalties para cobrir contas jurídicas do co-fundador do WikiLeaks. "Não concordamos com a avaliação de Julian sobre o livro e estamos orgulhosos de publicá-lo". Veja o da Cannongate.
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