O craque da prancheta
O craque da prancheta
Além do sucesso como articulista, Paulo Vinicius Coelho conquista o grande público esportivo com sua acuidade técnica e histórica, fruto de muita paixão, estudo e apuração
É normal jornalista dizer que trabalha muito. Às vezes, com fundamento. Mas não raro, profissionais experientes gostam de praticar um tradicional exercício de reclamação, enfatizando suas mágoas mais pelo cansaço acumulado no passado do que pela sobrecarga do dia-a-dia. Aos reclamões, valeria apresentar Paulo Vinicius Coelho - ou PVC, como é conhecido. Talvez parassem de se lamentar; talvez lembrassem que antigamente trabalhavam mais - com certeza não ficariam indiferentes. Afinal, ele faz questão de ser mais do que um comentarista ou chefe de reportagem da ESPN Brasil: é um ávido repórter, sedento por informação para sua participação na TV, nos textos da internet e nos artigos da Folha de S.Paulo . PVC recusa-se a ser somente um comentarista. "Eu odeio uma frase, que se eu disser alguma vez na vida você me interna: 'Quando eu era repórter...' Quando eu 'era', não: eu sempre vou ser repórter", sintetiza.
Poucas horas antes de conceder esta entrevista à revista IMPRENSA, PVC já havia ligado para os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro para saber detalhes sobre escalação e bastidores - uma rotina semanal que gera, para seu blog, a seção "Informações e palpites da rodada". O jornalista também já havia escrito, em algum momento da manhã, a coluna que a Folha publicaria no domingo, além de ter participado da primeira edição do programa "Bate-Bola", das 12h às 14h, e entrado ao vivo, das 14h15 às 14h25, na rádio Eldorado de São Paulo. Em vez de almoçar, preferiu estudar para um jogo do Campeonato Inglês que comentaria no dia seguinte e, em seguida, PVC nos encontrou às 15h, no Dona Mathilde, famoso bar dedicado à sinuca e ao bilhar no bairro paulistano da Pompéia. Depois da entrevista, ainda buscou o filho no colégio (sim, ele conseguiu se alimentar nesse ínterim).
Leia entrevista completa na edição 241 de IMPRENSA






