"O caso Tim Lopes foi um erro gravíssimo da direção da Rede Globo", diz jornalista
"O caso Tim Lopes foi um erro gravíssimo da direção da Rede Globo", diz jornalista
Nesta terça-feira (3), o programa "IMPRENSA na TV" recebeu o jornalista Marcos Barrero, autor do livro "Assis de A a Z", que comentou os diversos casos que estão sendo explorados pela mídia atualmente, como a tortura da equipe do jornal O Dia , no Rio de Janeiro, e a morte do jornalista Tim Lopes, que completou seis anos na última segunda-feira (2).
"O repórter deve estar onde a notícia está. O caso do Tim Lopes foi uma reincidência burra. Ele recebeu ordens para voltar ao local do crime, em que já tinha estado e de onde já tinha publicado suas matérias. Foi um erro gravíssimo da direção de jornalismo da Rede Globo", afirmou Barrero. O jornalista disse ainda que Tim Lopes "ganhava muito mal" e que, "por ser considerado feio", raramente aparecia fazendo passagens na televisão.
Sobre o caso de tortura que envolveu a equipe de reportagem do jornal carioca O Dia , no último dia 14 de maio, o jornalista declarou que "no Rio de Janeiro, cada caso é um caso e que, portanto, deve ser analisado particularmente". Mesmo assim, o escritor considera a possibilidade de criar uma "regra geral" para esse tipo de cobertura de risco, entre favelas e milícias, mas acredita que o jornalista tem mesmo é que estar no local "onde as coisas acontecem".
O Livro
No último mês de janeiro, Barrero seu livro sobre a cidade de Assis, localidade onde nasceu e começou sua carreira de jornalista. A cidade comemorou cem anos em 2005, e o autor conta toda essa história por meio de personagens locais. "Vendi mil exemplares em quatro meses, estou muito feliz, é quase um best-seller ", diverte-se o jornalista.
Sua carreira foi também marcada pelo cargo de ombudsman da Rádio Bandeirantes e, dessa forma, é considerado o primeiro a ocupar esse tipo de trabalho no mundo. Apresentou por quatro anos um jornal na AllTV, canal na internet em que o "IMPRENSA na TV" é veiculado.
"A internet, assim como o rádio, é um meio de interação fantástico com os espectadores e a figura do ombudsman é muito importante nessa relação. Eu era o representante dos ouvintes na Bandeirantes. Eu era o outro lado", declara Barrero.
Já no fim do programa, o jornalista aproveitou para criticar as atuais atrações da televisão brasileira. "O Faustão é um programa que já caiu na mesmice faz tempo e a resistência de Fausto às mudanças dificulta ainda mais qualquer tentativa de inovação. É um programa nulo, morto. Isso tudo vai definhar logo e dar lugar a novos caminhos, novas programações", finalizou.
O "IMPRENSA na TV" é exibido todas as terças-feiras, das 14h às 15h, na AllTV, e é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA.
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