O bom vizinho

O bom vizinho

Atualizado em 14/09/2009 às 19:09, por Pamela Forti,  da reportagem,  e Luiz Gustavo Pacete e  da equipe de estagiários.

Por

JORNAIS DE BAIRRO TÊM MAIOR CAPILARIDADE E ALCANÇAM UM PÚBLICO DISTANTE DA GRANDE IMPRENSA

Ao contrário do que costuma acontecer com boa parte da grande imprensa, o jornal de bairro ainda é um veículo que guarda estreita relação com seu público-alvo. Um tanto menosprezadas nos dias atuais, são diversas as publicações regionalizadas em grandes cidades como São Paulo - veículos que se ocupam principalmente de assuntos e problemas estritamente locais, veiculados em certas regiões ou zonas da cidade e, não raro, em determinados bairros. Na maioria das vezes, traduzem as preocupações e necessidades da vizinhança onde estão inseridos. É nesse tipo de publicação que a população encontra espaço para expor suas reivindicações e, muitas vezes, entrar em contato com o poder público.

Por excelência, o jornal de bairro busca atingir unicamente o público que reside e transita por uma determinada área, e não tem pretensões de expandir a pauta. Assuntos de caráter nacional e temas mais densos, como matérias de economia e política, raramente são abordados. "Eles deixam esses temas a cargo dos grandes jornais. Tratam de questões que interessam ao próprio bairro: um vereador que tenha um projeto relacionado ao local, um investimento na área, esgoto, encanamento, iluminação... Não falam de problemas gerais", explica Vanderlei Dias de Souza, professor de jornalismo do Mackenzie e um dos idealizadores da exposição "Jornais de bairro: a outra grande imprensa", realizada em 1999, em conjunto com o Senac-SP.

Leia a matéria completa na edição 249 de IMPRENSA