"NYT" diz que prisão de jornalistas no Egito significa repressão à liberdade de expressão

Na última quinta-feira (20/2), teve início o julgamento dos jornalistas da emissora de TV Al-Jazeera no Egito. Veículos de comunicação, grupos em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos, além do próprio canal catariano, insistem que os repórteres estão presos injustamente e que o processo faz parte de uma perseguição do governo à imprensa.

Atualizado em 21/02/2014 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Jornal critica prisão de jornalistas no Egito
Matéria publicada pelo jornal The New York Times relata as condições em que Peter Greste, Mohamed Fadel Fahmy e Baher Mohamed, os três enviados da Al-Jazeera no país, se encontram presos desde o fim de 2013, sob a acusação de divulgar notícias "falsas" e por "passar a imagem de que o Egito estaria vivendo uma guerra civil".
O Comitê de Proteção ao Jornalista, entidade internacional que critica as prisões de profissionais da imprensa no país, contabiliza, ao menos, 60 jornalistas presos desde a queda do presidente Mohamed Morsi, em julho passado.
O julgamento reflete as acusações que o governo egípcio sustenta contra o Qatar, país que sedia a Al-Jazeera, de estar empregando líderes islâmicos, incluindo homens procurados, e de que a emissora fornece uma plataforma para os "inimigos do Egito", incluindo a Irmandade Muçulmana, grupo que assumiu o governo do país antes do golpe militar.
A reportagem do New York Times diz ainda que "o único crime dos repórteres foi encaminhar notícias ao seus empregadores". O texto é assinado pela correspondente do jornal no Oriente Médio, a egípcia Kareem Fahim.