Número de jornalistas em São Paulo dobrou nos últimos dez anos, diz sindicato
Número de jornalistas em São Paulo dobrou nos últimos dez anos, diz sindicato
O número de jornalistas no Estado de São Paulo praticamente dobrou nos últimos dez anos. É o que aponta pesquisa realizada pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, presidido por Guto Camargo. Em 1995, eram 5.746 profissionais de imprensa atuando no Estado. Em 2005, esse número passou para 10.783. De acordo com a entidade, desses, aproximadamente 4,5 mil são filiados ao Sindicato.
Atualmente, quatro segmentos são negociados pelo Sindicato paulista: Jornais e Revistas da Capital, Jornais e Revistas do Interior, Rádio e Televisão e Assessoria de Imprensa. Cada um deles com um piso salarial diferente, que varia entre R$ 723 e R$ 2.520.
Para Guto Camargo, os grandes desafios da categoria, em São Paulo, estão entre diminuir o número de jornalistas que trabalham sem registro em carteira e melhorar os pisos e salários em geral, "que são baixos mesmo quando comparados com outros porfissionais de escolaridade equivalente".
Dessa forma, a luta para conseguir o registro em carteira é para "acabar com a precarização das relações de trabalho dos jornalistas que atuam como pessoas jurídicas, freelancers e autônomos", declara Camargo. O jornalista ainda acredita que essas formas de contratação não contemplam os benefícios da CLT, como previdência pública, férias, entre outras. "São apenas formas disfarçadas de contratação para diminuir os custos das empresas empregadoras".
Outro problema, segundo o presidente, é o excesso de horas trabalhadas. Em muitas redações, as horas extras não são pagas ou compensadas "na forma de descanso". Para diminuir esse problema, o Sindicato afirma fazer acordos de "Jornada de trabalho e compensação de horas", diretamente com as empresas do setor.
Ainda assim, o Sindicato é contra o exercício da profissão de jornalistas sem diploma e afirma que existem muitos PJs trabalhando no Estado de São Paulo. "Hoje o mercado de trabalho está dividido mais ou menos meio a meio. Aproximadamente a metade dos jornalistas trabalha com registro em carteira - 10.783 de acordo com a RAIS - e estimamos que outros 10 mil trabalhem como autônomos", finaliza Guto.






