NSA exerceu forte controle sobre a imprensa durante julgamento de Manning
O julgamento militar do soldado Bradley Manning pelos vazamentos ao site Wikileaks esteve submetido a estritas medidas de controle a jornalistas, tanto no acesso à informação, como na transmissão das sessões, que aconteceram na base de Fort Meade (Maryland).
Crédito:Divulgação Imprensa teve acesso restrito durante julgamento do soldado
Segundo a EFE, dezenas de jornalistas que cobriam o evento tiveram que publicar a notícia de forma tradicional, com notas manuscritas para os telefones, que precisavam ficar fora da sala de imprensa, para comunicar a notícia. A internet ficou bloqueada durante o julgamento para evitar que fosse transmitido ao vivo, especialmente em redes sociais como o Twitter, aplicando em algumas ocasiões até a legislação militar.
Os jornalistas foram examinados com scanners. Todo tipo de dispositivo de gravação foi proibido na sala de imprensa, que recebia as imagens do circuito fechado de televisão do tribunal. Os profissionais possuíam acesso apenas a uma rede de conexão wi fi que poucas vezes funcionava. Jornalistas americanos e estrangeiros protestaram em várias ocasiões pelos principais centros de segurança e ciberespionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) não ter internet.
Durante o julgamento, que começou no dia 3 de junho e passou por uma fase preparatória de um ano, a observação sobre Manning contava com um pequeno grupo de jornalistas, parte deles defensores do soldado, como a independente Alexa O'Brien ou o desenhista Clark Stoeckley.
No entanto, alguém conseguiu gravar a voz de Manning lendo sua declaração inicial, em que explicava os motivos que o levaram a vazar mais de 700 mil documentos confidenciais. O'Brien, que assistiu todos os dias ao processo, disse que "se este julgamento tivesse sido televisionado, se pudessem ver quão sincero é Bradley Manning e seu caráter, a opinião pública sobre este caso mudaria dramaticamente".
Leia também






