Novo livro sobre Watergate acusa John Dean de ter ordenado espionagem
Novo livro sobre Watergate acusa John Dean de ter ordenado espionagem
Novo livro sobre o escândalo Watergate diz que John Dean, conselheiro da Casa Branca na época, ordenou a ação ilegal que derrubou o presidente Richard Nixon, em 1974.
A operação de espionagem que ficou conhecida como Watergate, começou com a invasão do comitê de campanha do Partido Democrata no Watergate Hotel, em Washington, no dia 17 de junho de 1972. O objetivo era grampear os telefones dos democratas.
Inicialmente, o escândalo não impediu a reeleição de Nixon, que venceu com facilidade o oponente George McGovern naquele ano. Mas, investigadores desvendaram vários escândalos políticos conectados ao Watergate e ligados ao governo norte-americano e, assim, Nixon viu-se obrigado a renunciar em 9 de agosto de 1974.
Segundo James Rosen, correspondente da Fox News em Washington, a acusação baseia-se em entrevistas e em uma exaustiva reavaliação de documentos com vistas a escrever o livro "The Strong Man: John Mitchell and the Secrets of Watergate" (O Homem Forte: John Mitchell e os Segredos do Watergate).
Dean, que na época do escândalo negou veementemente participação na invasão do comitê democrata, mas que depois se tornou uma testemunha importante da acusação e confessou ter cometido o crime de obstrução da Justiça em meio ao caso, afirmou à Reuters que as conclusões de Rosen são "patéticas" e que ele ignorou testemunhos e juramentos que diziam o contrário, entre os quais o dele; disse ainda que espera que o livro seja vendido como ficção, caso contrário os leitores estariam sendo enganados.
Rosen atribuiu a outra figura do escândalo, Jeb Magruder, a declaração de que "o primeiro plano que recebemos foi iniciado por Dean".
O livro é uma biografia do procurador-geral de Nixon, John Mitchell, figura importante do caso e está sendo lançado essa semana.
Outros livros e estudos sobre o Watergate apontaram Mitchell como o responsável por dar a ordem para a operação. Mitchell cumpriu uma pena de 19 meses de prisão devido a sua participação no caso.
Com informações da Reuters






