Novo livro de Ricardo Lessa mostra influência do Palácio dos Bandeirantes no Roda Viva
O jornalista Ricardo Lessa lança na Livraria da Vila, em São Paulo, na segunda-feira (29), às 19h, seu livro Como girei a roda (Máquina de Livros, 152 páginas, R$ 52 impresso e R$ 38 e-book), no qual promete revelar os bastidores do Roda Viva, programa de entrevistas da TV Cultura de São Paulo, que ele comandou de abril de 2018 a julho de 2019.
Atualizado em 25/08/2022 às 16:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
No dia 15 de setembro, o livro será lançado no Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa de Ipanema.
Editada pelo jornalista Luiz André Alzer, a obra busca expor os conflitos entre a equipe de jornalistas do programa e os interesses do governo do Estado de São Paulo, cuja Fundação Padre Anchieta é mantenedora da TV Cultura.
Dentre as situações desconhecidas do público que o livro busca descortinar estão os critérios de escolha dos entrevistados e de entrevistadores e as interferências contra e a favor dos nomes propostos. “Fica claro para qualquer principiante de jornalismo que, em nosso país, o exercício da liberdade de informação é uma luta constante. No Roda Viva não é diferente”, diz Lessa. Crédito: Reprodução O livro também explora o impacto no dia a dia da redação do Roda Viva da "substituição praticamente automática da presidência da TV Cultura no momento da troca do governador paulista".
Interesses persistentes
Autor do prefácio de Como girei a roda, Eugênio Bucci, jornalista, professor e conselheiro da Fundação Padre Anchieta, reconhece que a obra desnuda os recorrentes interesses do governo paulista na definição da pauta do programa. “No panorama reportado por Lessa, a gente se dá conta de que a história do Roda Viva envolve duelos em que os interesses acomodados no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, têm participação constante. O estilo dos governantes varia, mas os interesses, segundo itinerários mais ou menos velados, mais ou menos constrangidos, sempre batem ponto. A vida é dura”.
Com orelha assinada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico, o livro também promete discutir o papel da imprensa na transformação da própria mídia, mostrando exemplos de que como esse processo impacta a sociedade.
Outra passagem de destaque narra como o programa conseguiu reunir, em 2018, os principais candidatos à presidência do país, alcançando patamares de audiência e de repercussão nas redes sociais considerados históricos na trajetória da TV Cultura.
Ricardo Lessa nasceu em 1956 e começou no jornalismo aos 19 anos, como estagiário no Jornal do Brasil. Acumula colaborações e passagens por veículos como Hora do Povo, O Pasquim, revista IstoÉ, TVs Manchete, Globo e GloboNews, jornais Correio Braziliense e Gazeta Mercantil, além do portal Terra. É colaborador do Valor Econômico e da revista Quatro Cinco Um. Como girei a roda é seu quinto livro.
Editada pelo jornalista Luiz André Alzer, a obra busca expor os conflitos entre a equipe de jornalistas do programa e os interesses do governo do Estado de São Paulo, cuja Fundação Padre Anchieta é mantenedora da TV Cultura.
Dentre as situações desconhecidas do público que o livro busca descortinar estão os critérios de escolha dos entrevistados e de entrevistadores e as interferências contra e a favor dos nomes propostos. “Fica claro para qualquer principiante de jornalismo que, em nosso país, o exercício da liberdade de informação é uma luta constante. No Roda Viva não é diferente”, diz Lessa. Crédito: Reprodução O livro também explora o impacto no dia a dia da redação do Roda Viva da "substituição praticamente automática da presidência da TV Cultura no momento da troca do governador paulista".
Interesses persistentes
Autor do prefácio de Como girei a roda, Eugênio Bucci, jornalista, professor e conselheiro da Fundação Padre Anchieta, reconhece que a obra desnuda os recorrentes interesses do governo paulista na definição da pauta do programa. “No panorama reportado por Lessa, a gente se dá conta de que a história do Roda Viva envolve duelos em que os interesses acomodados no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, têm participação constante. O estilo dos governantes varia, mas os interesses, segundo itinerários mais ou menos velados, mais ou menos constrangidos, sempre batem ponto. A vida é dura”.
Com orelha assinada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico, o livro também promete discutir o papel da imprensa na transformação da própria mídia, mostrando exemplos de que como esse processo impacta a sociedade.
Outra passagem de destaque narra como o programa conseguiu reunir, em 2018, os principais candidatos à presidência do país, alcançando patamares de audiência e de repercussão nas redes sociais considerados históricos na trajetória da TV Cultura.
Ricardo Lessa nasceu em 1956 e começou no jornalismo aos 19 anos, como estagiário no Jornal do Brasil. Acumula colaborações e passagens por veículos como Hora do Povo, O Pasquim, revista IstoÉ, TVs Manchete, Globo e GloboNews, jornais Correio Braziliense e Gazeta Mercantil, além do portal Terra. É colaborador do Valor Econômico e da revista Quatro Cinco Um. Como girei a roda é seu quinto livro.





