Novo CEO do Blasting News, Dado Lancellotti convida jornalistas para serem "empreendedores de si mesmos"

O site Blasting News anunciou o jornalista Dado Lancellotti como novo CEO da filial brasileira do portal. O profissional de comunicação possui 24 anos de experiência no mercado, com passagens como diretor comercial e de marketing do R7, do qual foi co-fundador, sócio do Grupo Fischer e CEO do Vírgula, além de quatro anos de trabalho na Loducca e colaborações em outros meios de mídia.

Atualizado em 26/04/2018 às 14:04, por Fernando Arbex.

Crédito:Divulgação

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Lancellotti comentou o que ele espera colher à frente da versão brasileira do Blasting News, que no mundo conta com audiência de 102 milhões de visitantes únicos em um mês.


Quais são os desafios que você acredita que vá enfrentar?


Lancellotti: A gente tem no Brasil uma grande audiência, proporcionalmente, cerca de 40% dos acessos globais. O grande desafio é de manutenção, monetização, construção de marca, conhecimento e reconhecimento dos usuários. Temos nosso compromisso de dar voz às pessoas, oferecer um ambiente com curadoria para que elas escrevem e, quem for bem-sucedido, com audiência relevante, vai ser remunerado. Muito próximo do que acontece nas redes sociais, mas com o nosso monitoramento.


Qual diferencial você acha que o Blasting oferece para o mercado de comunicação?


Lancellotti: A gente oferece uma marca, uma proximidade com os fãs. É um território onde a marca se relaciona com os usuários. Nosso índice é como uma grade de programação de televisão, tem BBB, novela, Copa do Mundo, Masterchef, temas recorrentes nas redes e e que tiveram uma subida orgânica no Blasting. É uma plataforma onde outras marcas podem usar nossa expertise no relacionamento com o público. Podemos firmar uma parceria, por exemplo, com uma montadora de carros, que vai criar lá um canal para se relacionar com os clientes dela.


Prevê novidades para os próximos meses?


Lancellotti: A gente vai lançar no ambiente de casting da plataforma de canais, que são conexões que se organizam naturalmente, como BBB e até o Sergio Moro, atualmente. Tudo o que é decorrente dos trending topics. Os canais serão guarda-chuva de uma conversa.


Vamos passar a oferecer canais patrocinados, licenciar a nossa tecnologia para empresas se conectarem com seus fãs. Tipo quem queira falar sobre emprego, carreira. Uma montadora conectar sua rede de concessionárias.


Também vamos explorar o jornalismo imersivo, produzindo alguns conteúdos com jornalistas de renome. O usuário vai poder usar um código de VR para ter uma experiência diferente. Por que não fazer uma grade de imersões e oferecer para o leitor esse ambiente? Mesmo quem não tiver o óculos para usar o VR vai poder navegar com setas dentro da plataforma.


O que é o jornalismo social que o Blasting News prega?


Lancellotti: O jornalismo social é dar voz para as pessoas, mas não de forma irresponsável. Damos voz, mas temos responsabilidade. São cerca de 230 notícias, tudo checado com um sistema anti-fake news de detecção de conteúdo impróprio e falso, além da checagem manual e da curadoria da própria comunidade. O engajamento dos usuários coíbe quando há comportamento abusivo e nós somos avisados. Se tem algo falso, o conteúdo é retirado do ar, e damos uma suspensão para o escritor e o editor.


Nosso desafio é ter essa preocupação dentro de um organismo vivo. Jornalismo social é ter responsabilidade e premiar quem trazer audiência. Os próprios jornalistas podem usar a plataforma para serem empreendedores deles mesmos.


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