Nova proposta deve atrasar negociações da Oi/BrT

Nova proposta deve atrasar negociações da Oi/BrT

Atualizado em 15/02/2008 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (15), o Opportunity, que negocia de maneira apartada dos demais sócios a reestruturação da Oi, anunciará nova proposta de acordo, o que deverá empurrar para a semana que vem a assinatura do memorando de entendimentos. Este será mais um adiamento da transação, o que contraria os acionistas, pois estes desejam que o negócio seja feito durante o atual momento de aparente sincronização do setor.

Na semana passada, o bando de Daniel Dantas, confirmou o interesse em vender sua participação pelo preço proposto pelos sócios. O banco deve deixar a sociedade embolsando em torno de R$ 2 bilhões, somando as fatias que detém na Oi, Brasil Telecom e Telemig. No entanto, insistia em manter a integralidade das ações judiciais travadas com os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef (respectivamente patrocinados pelo Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal).

A disputa judicial entre fundos e Opportunity representa o maior imbróglio empresarial da história no País e reúne mais de 50 ações.

De acordo com informações da Agência Estado, na nova proposta, o banco deve aceitar a retirada das ações de parte à parte. No entanto, segundo fontes que acompanham o processo, vai impor a manutenção da disputa judicial com o Citigroup, que também venderá sua participação nas operadoras.

Caso não haja acordo sobre a retirada das ações judiciais, o novo grupo controlador da Oi, formado por Andrade Gutierrez, La Fonte (Carlos Jereissati) e Fundação Atlântico (fundo de pensão da Oi/Telemar), que estará à frente da empresa com 51% de participação, poderá até comprar a BrT, a partir do momento em que o governo conseguir efetuar as mudanças necessárias na legislação para que o negócio se torne legal. Todavia, herdarão uma briga indesejável, que pode atrapalhar o andamento da nova supertele, que pretende investir de forma substancial para disputar mercado com as rivais Telefonica (espanhóis) e América Movil (mexicanos).

Os acionistas possuem a intenção de promover uma limpeza na Oi e na BrT para que a nova operadora não inicie a jornada com qualquer empecilho. As questões econômicas do acordo, segundo fontes que acompanham as negociações, já foram fechadas em consenso.

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