Nossa História de setembro traz dossiê sobre Juscelino Kubitschek
Nossa História de setembro traz dossiê sobre Juscelino Kubitschek
Recentemente, o presidente Lula citou Juscelino Kubitschek em um discurso, dizendo que JK conseguiu "enxergar além do nevoeiro e credenciar o desenvolvimento nacional com projetos exigidos pelo seu tempo". Quem quiser entender bem o que nosso atual presidente quis dizer não pode perder a edição de setembro da revista Nossa História. Nesse mês, a publicação traz um dossiê completo sobre a vida e, principalmente, o governo de JK.
Começando pelo artigo "Um salto para o futuro", de Vânia Losada, que explica o audacioso plano de metas de Juscelino. Com o slogan "50 anos em 5", o plano era um programa de investimentos dividido em trinta itens entre os setores de energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação, que fez com que o Brasil crescesse a uma impressionante taxa anual de 8,1%, industrializando e modernizando o país como nunca visto antes. A autora fala ainda da polêmica em torno do político JK, que, apesar de habilidoso e carismático, também enfrentou acusações de entreguismo e corrupção. É também de Vânia o texto "Utopia no Planalto", sobre o maior símbolo do mandato de Juscelino: a construção de Brasília. Segundo ela, a mudança da capital para o "coração do Brasil" caracterizou-se como o sonho de desenvolvimentismo de toda a população da época, incluindo até mesmo a oposição.
Já o artigo "Anos Dourados?", de Mônica Kornis, analisa como o espírito otimista e inovador de seu governo identificou JK com um conjunto de mudanças culturais da época, como o Cinema Novo, o Teatro de Arena e a Bossa-Nova, que acabou virando até um dos apelidos do presidente. A vida pessoal de Juscelino, considerado alegre e cobiçado pelo público feminino, também está presente no dossiê, tanto no texto de abertura do jornalista Wilson Figueiredo, quanto na entrevista com o escritor Carlos Heitor Cony. Amigo íntimo de JK, Cony revela detalhes, como, por exemplo, o nervosismo aparentado pelo presidente na antevéspera de sua morte. Fechando o dossiê, a seção "Olhares" traz o artigo do arquiteto Hugo Segawa, sobre a Catedral de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer.
Além de Juscelino, Nossa História de setembro traz também outros grandes nomes da História. "Um homem de dois mundos" traça o perfil de D. Pedro I, nosso ambíguo imperador, visto como absolutista no Brasil e defensor das liberdades em Portugal; "Mãos limpas" descreve a figura do Marquês de Lavradio, exemplo raro nos dias de hoje, exaltado por sua honestidade; e "Inovação americana na educação do Brasil" fala da norte-americana Martha Watts, que fundou o primeiro colégio metodista no país e revolucionou o ensino brasileiro.
Outro destaque da revista é o artigo "Celeuma tropical", que conta como a vinda da Corte portuguesa pro Brasil no início do século XIX suscitou discussão aqui e lá e ainda levantou a polêmica: é possível haver civilização nos trópicos? E o artigo "Os jogos de azar na Corte" mostra como a situação da jogatina ilegal já vem desde os tempos do Império, quando a polícia mantinha uma estranha relação com os contraventores.
"A Alma do Negócio", escrito por Alzira Alves de Abreu, conta a história da propaganda no Brasil, desde o século XIX: as origens, os anúncios de Olavo Bilac e outros escritores famosos e a propaganda política, iniciada com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Vargas. Nossa História de setembro tem ainda dois artigos sobre a história da moda e da beleza: "Lindas e sedutoras desde 1500", fala do nascimento do padrão de beleza feminino brasileiro, com a admiração dos portugueses pelas índias nuas, e dos cosméticos e truques usados pelas mulheres desde a época da colônia, enquanto o texto "Na Vitrine Colonial" mostra como roupas e acessórios já eram utilizados como forma de ostentação no século XIX, tanto por brancas quanto por negras, escravas ou libertas.
A seção Letras e Escritas desse mês aborda a importância da obra "A Moreninha" e as injustas críticas sofridas por seu autor, Joaquim Manuel de Macedo, em sua época; "Viagens à memória brasileira" visita o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG) e "Entrevista" traz o renomado historiador Ciro Flamarion Cardoso e suas idéias sobre a História e os profissionais da área de hoje.
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