"Nós não vamos mudar", diz diretor do WhatsApp após prisão de executivo
O aplicativo de mensagens WhatsApp declarou que não planeja mudanças no Brasil e que colabora como pode com investigações judiciais. A afirmação foi feita após a prisão do executivo , vice-presidente do Facebook (dono do app) para a América Latina, após descumprimento de uma ordem judicial.
Atualizado em 02/03/2016 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Responsáveis pelo aplicativo não mudarão política para ajudar PF
Em entrevista à Folha de S.Paulo , o diretor de comunicações do aplicativo, Matt Steinfeld, disse: "Nós não vamos mudar nosso produto no Brasil". O WhatsApp conta com 100 milhões de usuários no país e 1 bilhão no mundo.
Na última terça-feira (1/3), a Polícia Federal (PF) prendeu Dzodan na casa dele, em São Paulo (SP). Ele foi acusado de não passar informações solicitadas pela justiça do Sergipe para investigações sobre tráfico interestadual de drogas.
O WhatsApp alega que não repassa informações pelo fato de não armazená-las. "Por causa da arquitetura do nosso serviço, nós coletamos muito pouca informação sobre o usuário. A única que exigimos das pessoas é o número de telefone", explicou Steinfeld.
A empresa apenas tem acesso às mensagens antes de elas serem entregues, após o envio, os textos, imagens e vídeos ficam somente nos aparelhos dos usuários. O WhatsApp também passou a adotar um tipo de criptografia chamado "end-to-end", em que não obtém acesso à comunicação.
"As pessoas usam o WhatsApp para compartilhar informações sensíveis e pessoais com médicos, familiares, sócios, e queremos manter essa comunicação privada e segura, por isso construímos nossa segurança assim", ponderou o diretor de comunicações





