Nos EUA desde os anos 90, Leila Cordeiro diz se sentir ignorada pelas emissoras brasileiras

Nos EUA desde os anos 90, Leila Cordeiro diz se sentir ignorada pelas emissoras brasileiras

Atualizado em 28/04/2010 às 11:04, por Redação Portal IMPRENSA.

A jornalista Leila Cordeiro, apresentadora do "Jornal da Globo" em meados da década de 80, sente-se ignorada pelas emissoras de TV do Brasil. Por meio de texto intitulado "Desabafo profissional", publicado em seu pessoal, Leila diz que muitos profissionais do telejornalismo não a conhecem, por morar nos EUA desde a década de 90.

Reprodução
Leila Cordeiro

Leila e o marido, o também jornalista Eliakim Araújo, dividiram a bancada do "Jornal da Globo" e, na década de 90, apresentaram o "Jornal da Manchete", na extinta emissora da família Bloch. O casal também chegou a comandar o programa "Aqui Agora", exibido pelo SBT na década de 90.

Na década de 90, o casal se mudou para os Estados Unidos, para acompanhar a educação dos filhos, Ana Beatriz - que também é jornalista - e Lucas, que cursa engenharia. Em território norte-americano, Leila trabalhou na CBS.

Passadas quase duas décadas, Leila diz ter perdido espaço no mercado jornalístico brasileiro, mesmo tendo atuado na CBS e em três sites. "Não sou ingênua para pensar que, depois de tantos anos fora do mercado de jornalismo de TV no Brasil, meu lugar estaria ali, intacto, esperando a minha volta depois de eu ter resolvido minhas opções pessoais [...] Sei que a fila andou e eu, com certeza, estou nos últimos lugares dela por ter ficado afastada tanto tempo. Essa é a penalidade máxima do mercado e pronto!", escreveu.

A jornalista acredita que seu "prazo de validade venceu" para as TVs, mas afirma que não desistirá do Jornalismo. "Não serão essas discriminações aloucadas e sem propósito, as nossas derrotas. Alguém, em algum lugar que acredita em você e no seu trabalho, estará sempre a postos para denunciá-las. Mas, ao contrário do que você possa pensar, não vou desisitir e estarei sempre disposta a mostrar que ser um verdadeiro profissional de telejornalismo é como andar de bicicleta, a gente não esquece nunca.

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