Nos EUA desde os anos 90, Leila Cordeiro diz se sentir ignorada pelas emissoras brasileiras
Nos EUA desde os anos 90, Leila Cordeiro diz se sentir ignorada pelas emissoras brasileiras
A jornalista Leila Cordeiro, apresentadora do "Jornal da Globo" em meados da década de 80, sente-se ignorada pelas emissoras de TV do Brasil. Por meio de texto intitulado "Desabafo profissional", publicado em seu pessoal, Leila diz que muitos profissionais do telejornalismo não a conhecem, por morar nos EUA desde a década de 90.
| Reprodução | |
| Leila Cordeiro |
Leila e o marido, o também jornalista Eliakim Araújo, dividiram a bancada do "Jornal da Globo" e, na década de 90, apresentaram o "Jornal da Manchete", na extinta emissora da família Bloch. O casal também chegou a comandar o programa "Aqui Agora", exibido pelo SBT na década de 90.
Na década de 90, o casal se mudou para os Estados Unidos, para acompanhar a educação dos filhos, Ana Beatriz - que também é jornalista - e Lucas, que cursa engenharia. Em território norte-americano, Leila trabalhou na CBS.
Passadas quase duas décadas, Leila diz ter perdido espaço no mercado jornalístico brasileiro, mesmo tendo atuado na CBS e em três sites. "Não sou ingênua para pensar que, depois de tantos anos fora do mercado de jornalismo de TV no Brasil, meu lugar estaria ali, intacto, esperando a minha volta depois de eu ter resolvido minhas opções pessoais [...] Sei que a fila andou e eu, com certeza, estou nos últimos lugares dela por ter ficado afastada tanto tempo. Essa é a penalidade máxima do mercado e pronto!", escreveu.
A jornalista acredita que seu "prazo de validade venceu" para as TVs, mas afirma que não desistirá do Jornalismo. "Não serão essas discriminações aloucadas e sem propósito, as nossas derrotas. Alguém, em algum lugar que acredita em você e no seu trabalho, estará sempre a postos para denunciá-las. Mas, ao contrário do que você possa pensar, não vou desisitir e estarei sempre disposta a mostrar que ser um verdadeiro profissional de telejornalismo é como andar de bicicleta, a gente não esquece nunca.
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