No Paquistão, direitos de gays dividem a opinião de jornalistas

A primeira manifestação pública em favor dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais do Paquistão, realizada na sede da embaixada norte-americana no país em 26/6, gerou protestos por parte de líderes religiosos e políticos da nação predominantemente islâmica.

Atualizado em 05/07/2011 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

De acordo com um informe publicado pela representação dos EUA no Paquistão, o evento "demonstra claramente que os EUA apoiam a livre manifestação pelos direitos humanos, incluindo os do público homossexual, em um tempo em que tais prerrogativas são atacadas por autoridades e membros da sociedade civil paquistanesa".

Os meios de comunicação têm prestado cobertura intensa das reações à manifestação no Paquistão. O que tem recebido pouca atenção, até o momento, é a reação dos jornalistas do país. Ao passo que a maioria dos profissionais de imprensa se mostra abertamente contrária às demonstrações pelos direitos gays, uma minoria não vê nada de errado na iniciativa.

Na perspectiva de jornalistas pró-governo, "a embaixada tem por dever o respeito às tradições e às leis do país e declinar a realização de eventos dessa natureza".

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