No Dia Internacional do Orgulho Gay, IMPRENSA fala com André Fischer, do Mundo Mix
André Fischer, criador do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, fala sobre seu novo programa na CBN
Atualizado em 28/06/2011 às 16:06, por
Luiz Gustavo Pacete.
É comemorado nesta terça-feira (28), o Dia Mundial do Orgulho Gay, comemoração criada em Nova York há dois anos. No Brasil, o tema é frequente nos noticiários, não somente pela Parada Gay que aconteceu no último domingo e reuniu, segundo os organizadores, quatro milhões de pessoas na Av. Paulista. Mas também pelas polêmicas envolvendo entidades religiosas e o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da união homoafetiva. Além das discussões sobre a distribuição nas escolas do kit anti-homofobia, vetado pela presidente Dilma.
André Fischer, criador do , que completa 19 anos em 2011 e que gerou o e a revista , conta desde maio com um novo programa na rádio CBN, que vai ao ar aos domingos às 22h. O , apresentado ao lado de Petria Chaves com a proposta não de ser um "programa gay", mas um "hard news" desfazendo estereótipos. Fischer falou com o Portal IMPRENSA e destacou que a questão homossexual é uma das últimas fronteiras do direito civil, assim como aconteceu com as mulheres e com os negros. Também reforçou que a proposta do novo programa é acabar com estereótipos, e além de trazer pautas de interesse para o público GLS, fazer jornalismo.
Crédito:Divulgação
André Fischer, criador do Mundo Mix Portal IMPRENSA - O que motivou o surgimento do programa? André Fischer - É um tema muito quente no momento. É visível a demanda por analisar essas notícias todas que vem pipocando em relação à questão homossexual. E com isso, surgiu o convite da Marisa Tavares [diretora de jornalismo da Rádio CBN] de criar um programa jornalístico tratando dessa temática.
IMPRENSA - Qual a particularidade da audiência do programa? Fischer - Na CBN não existe uma concentração de um público GLS, pelo contrário é o ouvinte geral que está sintonizado. E justamente pensando nisso o programa oferece pautas de interesse para o público GLS, mas que levem notícias e informações ao público não familiarizado com o tema. É também uma oportunidade de apresentar o segmento sem estereótipos, dar a cara real das pessoas que fazem parte dessa comunidade.
IMPRENSA - E o desafio de falar para um segmento com um público tão diverso? Fischer - Acredito que o momento que vivemos é de entendimento e busca de identidade. Isso porque formamos um segmento que possui coisas em comum e também diferentes. Mas a missão de fugir dos estereótipos é justamente para mostrar que existem questões de direitos a serem debatidas.
IMPRENSA - Como a sociedade brasileira lida com o assunto? Fischer - Temos que entender que o Brasil se diferencia de outras sociedades em relação ao tema. Sobre essa questão especifica não existe um clamor tão popular e mais por questões pontuais, como quando o STF puxa o tema, por exemplo. Mas é uma característica do Brasil, acredito que a partir do momento que você tem reconhecimento o assunto é discutido de forma madura. É esse momento que começamos a viver, em que a comunidade sai de seus guetos para compor à sociedade.
IMPRENSA - A quebra de estereótipos contribui para isso... Fischer - Sem dúvida, até porque quando você desconstrói os estereótipos, melhora a percepção da sociedade. Sabe desfazer aquela imagem da bicha louca, que era a forma como a sociedade identificava o gay antes, isso permite agregar mais pessoas. É por isso, que o programa não é um programa gay, mas é um programa sério de notícia e adaptar o formato CBN de jornalismo.

André Fischer, criador do , que completa 19 anos em 2011 e que gerou o e a revista , conta desde maio com um novo programa na rádio CBN, que vai ao ar aos domingos às 22h. O , apresentado ao lado de Petria Chaves com a proposta não de ser um "programa gay", mas um "hard news" desfazendo estereótipos. Fischer falou com o Portal IMPRENSA e destacou que a questão homossexual é uma das últimas fronteiras do direito civil, assim como aconteceu com as mulheres e com os negros. Também reforçou que a proposta do novo programa é acabar com estereótipos, e além de trazer pautas de interesse para o público GLS, fazer jornalismo.
Crédito:Divulgação
André Fischer, criador do Mundo Mix Portal IMPRENSA - O que motivou o surgimento do programa? André Fischer - É um tema muito quente no momento. É visível a demanda por analisar essas notícias todas que vem pipocando em relação à questão homossexual. E com isso, surgiu o convite da Marisa Tavares [diretora de jornalismo da Rádio CBN] de criar um programa jornalístico tratando dessa temática.
IMPRENSA - Qual a particularidade da audiência do programa? Fischer - Na CBN não existe uma concentração de um público GLS, pelo contrário é o ouvinte geral que está sintonizado. E justamente pensando nisso o programa oferece pautas de interesse para o público GLS, mas que levem notícias e informações ao público não familiarizado com o tema. É também uma oportunidade de apresentar o segmento sem estereótipos, dar a cara real das pessoas que fazem parte dessa comunidade.
IMPRENSA - E o desafio de falar para um segmento com um público tão diverso? Fischer - Acredito que o momento que vivemos é de entendimento e busca de identidade. Isso porque formamos um segmento que possui coisas em comum e também diferentes. Mas a missão de fugir dos estereótipos é justamente para mostrar que existem questões de direitos a serem debatidas.
IMPRENSA - Como a sociedade brasileira lida com o assunto? Fischer - Temos que entender que o Brasil se diferencia de outras sociedades em relação ao tema. Sobre essa questão especifica não existe um clamor tão popular e mais por questões pontuais, como quando o STF puxa o tema, por exemplo. Mas é uma característica do Brasil, acredito que a partir do momento que você tem reconhecimento o assunto é discutido de forma madura. É esse momento que começamos a viver, em que a comunidade sai de seus guetos para compor à sociedade.
IMPRENSA - A quebra de estereótipos contribui para isso... Fischer - Sem dúvida, até porque quando você desconstrói os estereótipos, melhora a percepção da sociedade. Sabe desfazer aquela imagem da bicha louca, que era a forma como a sociedade identificava o gay antes, isso permite agregar mais pessoas. É por isso, que o programa não é um programa gay, mas é um programa sério de notícia e adaptar o formato CBN de jornalismo.






