No Brasil, jornalista sul-africano fala da situação de seu país quatro anos após a Copa
Neste sábado (03/05), o jornalista sul-africano Niren Tolsi participou do evento "Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos", em Belo Horizonte (MG), para falar sobre a situação da África do Sul, quatro anos após receber a Copa do Mundo.
Atualizado em 03/05/2014 às 15:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
sul-africano Niren Tolsi participou do evento "Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos", em Belo Horizonte (MG), para falar sobre a situação da África do Sul, quatro anos após receber a Copa do Mundo. Segundo ele, o país enfrenta problemas, como o endividamento público e estádios ociosos.
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“A Fifa foi embora com R 25 milhões [R é o símbolo de rand, moeda oficial da África do Sul] de lucro e o país ficou endividado”, lamentou, de acordo com a Agência Brasil. O jornalista vê semelhanças entre os problemas apontados pelos movimentos sociais no Brasil e o que ocorreu em seu país.
Segundo Tolsi, Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, viveu por anos a expectativa de melhoras na condição de vida da população, com a realização do primeiro Mundial no continente africano.
Apesar de as obras de mobilidade feitas no país à época serem úteis para a população, houve várias denúncias de corrupção na construção dos estádios, deslocamentos forçados de famílias, aumento da repressão policial e expulsão de moradores de rua e de vendedores ambulantes das áreas centrais de Joanesburgo. E as duas arenas construídas para o evento estão subutilizadas.
Ele espera que, com a mobilização dos movimentos sociais e populações atingidas pelos grandes eventos, a lógica mude e "a Fifa tenha que parar de agir em outros países, como faz hoje, trabalhando a favor das corporações, colocando em questão a soberania nacional”.
Organizado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), o evento contará com a presença de cerca de 600 atingidos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, Olimpíadas e Megaempreendimentos de todas as regiões do país. O encontro começou na quinta-feira (01/05) termina neste sábado (03/05).
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“A Fifa foi embora com R 25 milhões [R é o símbolo de rand, moeda oficial da África do Sul] de lucro e o país ficou endividado”, lamentou, de acordo com a Agência Brasil. O jornalista vê semelhanças entre os problemas apontados pelos movimentos sociais no Brasil e o que ocorreu em seu país.
Segundo Tolsi, Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, viveu por anos a expectativa de melhoras na condição de vida da população, com a realização do primeiro Mundial no continente africano.
Apesar de as obras de mobilidade feitas no país à época serem úteis para a população, houve várias denúncias de corrupção na construção dos estádios, deslocamentos forçados de famílias, aumento da repressão policial e expulsão de moradores de rua e de vendedores ambulantes das áreas centrais de Joanesburgo. E as duas arenas construídas para o evento estão subutilizadas.
Ele espera que, com a mobilização dos movimentos sociais e populações atingidas pelos grandes eventos, a lógica mude e "a Fifa tenha que parar de agir em outros países, como faz hoje, trabalhando a favor das corporações, colocando em questão a soberania nacional”.
Organizado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), o evento contará com a presença de cerca de 600 atingidos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, Olimpíadas e Megaempreendimentos de todas as regiões do país. O encontro começou na quinta-feira (01/05) termina neste sábado (03/05).





