Nicolás Maduro intensifica pressões contra a imprensa venezuelana
Conhecido por não poupar críticas a opositores políticos e ao governo dos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, intensificou sua artilharia contra a imprensa.
Atualizado em 11/12/2013 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em novembro, ele criticou na TV a capa do jornal El Mundo que, fazendo uso de informações do Banco Central, abordou a queda de preços e a baixa nas reservas internacionais. No entanto, a consequência do questionamento foi maior do que a esperada.
Crédito:Agência Brasil Presidente tenta calar oposição da mídia na Venezuela
De acordo com a Folha de S.Paulo , horas depois das críticas de Maduro, o diretor do jornal, Omar Lugo, foi informado que poderia ser demitido, o que ocorreu após três dias. A demissão foi o marco do afastamento do Cadena Capriles, grupo que além do El Mundo , é dono do jornal popular mais vendido, o Últimas Notícias .
A organização é de parentes de Henrique Capriles, líder da oposição. No entanto, a situação mudou novamente em outubro, quando a organização foi vendida a uma multinacional, cujo dinheiro vem do banqueiro Victor Vargas, próximo do chavismo.
"Quando o jornal mudou de dono, já tinha recebido a orientação de me comportar melhor com o governo. Uma forma do governo ter controle sobre a mídia independente é usar pessoas com poder econômico para comprá-los", explicou Lugo. "Nós tínhamos um jornal aberto, o que mais colocava tanto chavistas como oposicionistas em suas páginas. Chávez reclamava, mas Maduro tolera menos ainda", acrescentou.
Além da demissão do diretor, pela qual os funcionários dos três jornais promoveram uma assembleia no mês passado, a deputada chavista e jornalista Desireé Santos Amaral foi nomeada "conselheira editorial" do Últimas Notícias .
Segundo a publicação, os jornalistas informaram que há imposição de regras não escritas, como evitar algumas perguntas a ministros ou só publicar reportagem crítica se conseguir a versão de um porta-voz do governo.
A rede estatal também perdeu apresentadores de rádio classificados como chavistas críticos. "Só no meu entorno, sete programas de rádio de chavistas críticos saíram do ar depois da chegada de Maduro", disse o cientista político esquerdista Heiber Barreto.
Crédito:Agência Brasil Presidente tenta calar oposição da mídia na Venezuela
De acordo com a Folha de S.Paulo , horas depois das críticas de Maduro, o diretor do jornal, Omar Lugo, foi informado que poderia ser demitido, o que ocorreu após três dias. A demissão foi o marco do afastamento do Cadena Capriles, grupo que além do El Mundo , é dono do jornal popular mais vendido, o Últimas Notícias .
A organização é de parentes de Henrique Capriles, líder da oposição. No entanto, a situação mudou novamente em outubro, quando a organização foi vendida a uma multinacional, cujo dinheiro vem do banqueiro Victor Vargas, próximo do chavismo.
"Quando o jornal mudou de dono, já tinha recebido a orientação de me comportar melhor com o governo. Uma forma do governo ter controle sobre a mídia independente é usar pessoas com poder econômico para comprá-los", explicou Lugo. "Nós tínhamos um jornal aberto, o que mais colocava tanto chavistas como oposicionistas em suas páginas. Chávez reclamava, mas Maduro tolera menos ainda", acrescentou.
Além da demissão do diretor, pela qual os funcionários dos três jornais promoveram uma assembleia no mês passado, a deputada chavista e jornalista Desireé Santos Amaral foi nomeada "conselheira editorial" do Últimas Notícias .
Segundo a publicação, os jornalistas informaram que há imposição de regras não escritas, como evitar algumas perguntas a ministros ou só publicar reportagem crítica se conseguir a versão de um porta-voz do governo.
A rede estatal também perdeu apresentadores de rádio classificados como chavistas críticos. "Só no meu entorno, sete programas de rádio de chavistas críticos saíram do ar depois da chegada de Maduro", disse o cientista político esquerdista Heiber Barreto.





