Nextel investe US$ 100 milhões para ampliar cobertura no Brasil

Nextel investe US$ 100 milhões para ampliar cobertura no Brasil

Atualizado em 24/07/2008 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Este ano, a Nextel, operadora de radiochamada controlada pela NII Holdings, vai aumentar o plano de investimentos em US$ 100 milhões para ampliar a cobertura no Brasil que, atualmente, abrange 225 cidades em sete Estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás) mais o Distrito Federal. Até o primeiro semestre de 2009, a cobertura deverá chegar às regiões metropolitanas de Salvador, Recife, Vitória e Fortaleza.

A companhia afirma ter licença para atuar praticamente em todo o território brasileiro, mas só instala a rede em locais onde percebe demanda no segmento corporativo, já que não vende ao usuário doméstico.

O vice-presidente de marketing da empresa, Mario Carotti, disse que o plano inicial, anunciado no começo de 2008, era de um investimento de US$ 750 milhões em todos os cinco países onde a companhia atua. Na quarta-feira (16), no entanto, ao divulgar os resultados do segundo trimestre, a empresa anunciou que o volume será de 850 milhões de dólares, graças aos US$ 100 milhões que aplicará a mais no Brasil.

"A expansão só acontece por conta dos nossos bons resultados", disse o presidente da Nextel, Sérgio Chaia, que ressaltou que os clientes corporativos da companhia têm solicitado a cobertura na região Nordeste e em Vitória, por abrigar um importante porto de exportação. "O Brasil é a grande prioridade de investimento para a companhia", disse Chaia. "O aporte marca o reconhecimento de que o país é o grande motor da empresa para o futuro".

No trimestre de abril a junho, a receita líquida da companhia cresceu 72% em relação ao mesmo período de 2007, para US$ 350 milhões, enquanto a base de clientes subiu 40%, para 1,52 milhão de usuários -28% da base mundial da NII.

O lucro operacional da subsidiária brasileira mais que dobrou, para US$ 56,8 milhões, comparado a US$ 25,3 milhões de um ano atrás.

A empresa deu a entender que poderia abandonar a tecnologia iDen - que não permite o acesso à internet em alta velocidade- da Motorola, que usa para as ligações de radiochamada, quando se inscreveu para participar dos leilões de terceira geração (3G) de celular promovidos pela Anatel em dezembro. A Nextel disputou todos os lotes, mas foi derrotada.

O presidente ressaltou que a decisão de investir na ampliação da rede também representa "o reconhecimento da tecnologia iDen" e a idéia de permanecer com ela.

Alfredo Ferrari, vice-presidente jurídico e regulatório, explicou que a operadora de radiochamada "ainda tem todo o interesse" em uma licença de 3G "mas é importante salientar que ela pode agregar valor ao iDen, mas não substitui-lo".

Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem aparelhos que combinem chips de 3G com a tecnologia iDen. A Nextel informou que avalia o uso de "outros fornecedores" além da Motorola para uma possível rede de terceira geração.

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