"New York Times" defende legalização da maconha em editorial
Texto critica a determinação governamental em vigor por mais de 40 anos.
Atualizado em 28/07/2014 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornal americano The New York Times defendeu em publicado no último sábado (26/7) que os Estados Unidos acabem com a proibição da maconha. O
Crédito:Reprodução Jornal defendeu legalização da maconha nos EUA
A publicação comparou as leis federais contra a maconha com a proibição do álcool que na década de 1920 enriqueceu a máfia. Também diz que as leis prejudicam de maneira desproporcional os jovens negros e que o vício e a dependência são "problemas relativamente menores" se forem comparados com os gerados pelo álcool e tabaco.
"Os Estados Unidos levaram 13 anos para voltar à sanidade e colocar fim à proibição (de álcool). Treze anos nos quais as pessoas seguiram bebendo, nos quais os cidadãos que respeitavam a lei se tornaram delinquentes e nos quais as organizações criminosas floresceram", pondera.
O texto destaca ainda o elevado custo social acarretado pela lei atual e diz que os Estados Unidos registraram 658 mil detenções por posse de maconha em 2012 contra 256 mil por posse de outras drogas, como cocaína e heroína.
Para o NYT , "o uso moderado de maconha não parece representar um risco para os adultos saudáveis". O jornal considera que as "alegações de que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais perigosas são tão fantasiosas.
A publicação, entretanto, coloca restrições a uma possível liberação do consumo da maconha. "Há preocupações legítimas sobre a maconha no desenvolvimento do cérebro do adolescente. Por isso, defendemos a proibição de venda a pessoas menores de 21 anos."
Nos próximos dias, serão publicados artigos de membros do Conselho Editorial e material para responder às questões relacionadas à liberação da maconha, como sistemas de regulação, fabricação e venda. Ao final do texto, o Times estimula os leitores a "oferecerem suas ideias", promovendo um debate sobre o tema.
Crédito:Reprodução Jornal defendeu legalização da maconha nos EUA
A publicação comparou as leis federais contra a maconha com a proibição do álcool que na década de 1920 enriqueceu a máfia. Também diz que as leis prejudicam de maneira desproporcional os jovens negros e que o vício e a dependência são "problemas relativamente menores" se forem comparados com os gerados pelo álcool e tabaco.
"Os Estados Unidos levaram 13 anos para voltar à sanidade e colocar fim à proibição (de álcool). Treze anos nos quais as pessoas seguiram bebendo, nos quais os cidadãos que respeitavam a lei se tornaram delinquentes e nos quais as organizações criminosas floresceram", pondera.
O texto destaca ainda o elevado custo social acarretado pela lei atual e diz que os Estados Unidos registraram 658 mil detenções por posse de maconha em 2012 contra 256 mil por posse de outras drogas, como cocaína e heroína.
Para o NYT , "o uso moderado de maconha não parece representar um risco para os adultos saudáveis". O jornal considera que as "alegações de que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais perigosas são tão fantasiosas.
A publicação, entretanto, coloca restrições a uma possível liberação do consumo da maconha. "Há preocupações legítimas sobre a maconha no desenvolvimento do cérebro do adolescente. Por isso, defendemos a proibição de venda a pessoas menores de 21 anos."
Nos próximos dias, serão publicados artigos de membros do Conselho Editorial e material para responder às questões relacionadas à liberação da maconha, como sistemas de regulação, fabricação e venda. Ao final do texto, o Times estimula os leitores a "oferecerem suas ideias", promovendo um debate sobre o tema.





