"Nenhuma emissora fez uma cobertura como a que a Record fará", diz ex-global
Edu Moraes / TV Record Maurício Torres Por 18 anos, o jornalista Maurício Torres foi funcionário das empresas Globo. Em 1991, com apenas 20 anos, já compunha tanto a equipe pioneira da SporTV - então chamada de TopSports, nome que perdurou até 1994 -, como a turma de fundadores da Rádio CBN.
Maurício Torres
Por 18 anos, o jornalista Maurício Torres foi funcionário das empresas Globo. Em 1991, com apenas 20 anos, já compunha tanto a equipe pioneira da SporTV - então chamada de TopSports, nome que perdurou até 1994 -, como a turma de fundadores da Rádio CBN.
Em 1996, chegou à TV Globo, onde foi narrador, apresentador, além de cobrir os principais eventos esportivos do mundo e de fazer entradas regulares em praticamente todos os jornalísticos da emissora. "Chegou a acontecer de eu fazer o 'Bom Dia Brasil' pela manhã, participar do 'RJ TV' ou apresentar o 'Globo Esporte Rio' - não me lembro exatamente -, depois gravar o 'Espaço Aberto', da GloboNews e ainda pegar o avião para fazer a entrada de esporte do 'Jornal da Globo', em São Paulo. Com exceção do 'Globo Rural', ali, eu participei de todos os produtos jornalísticos", comenta.
Em 2005 - "31 de março de 2005", especifica o jornalista - aos 35 anos, Torres deixou a Globo para acertar com a Record. "A proposta profissional era boa, a financeira também. Não tive muita dúvida. Se eu permanecesse na Globo, onde eu era muito bem tratado, possivelmente, hoje, estaria fazendo as mesmas coisas, na mesma rotina. Era hora de fazer uma mudança na vida profissional", diz.
Hoje, Maurício Torres é o principal nome da locução esportiva da emissora e uma das estrelas do projeto olímpico da Record, que comprou os direitos para transmitir com exclusividade para a TV aberta a Olimpíada de 2012 e os Jogos Pan-Americanos de 2011 e 2015.
Utilizando os Jogos de Inverno e o Pan como preparativos para o desafio de Londres, em 2012, a Record parece estar no caminho certo. No ano passado, brilhou na transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, atingindo altos índices de audiência, mesmo cobrindo esportes então pouco conhecidos pelo público brasileiro, como o curling .
Aliás, Maurício Torres foi um dos responsáveis por esse sucesso. "A gente estava em Vancouver e a TV canadense foi a nossa redação, porque eles descobriram que tinha um narrador lá da televisão brasileira que inventou 'o gol' do curling . A gente identificou o elemento de emoção daquele esporte e isso respondeu na audiência. A TV canadense pediu material meu narrando gol de futebol, para comparar com material do 'gol' que eu inventei do curling. Numa transmissão de disputa de terceiro lugar, pegamos a audiência com uns dois ou três pontos e entregamos com 9 pontos", relembra.
Agora, Torres prepara-se para o Pan - que ocorre entre os dias 14 e 31 de outubro, em Guadalajara. Aos 40 anos, ali poderá ostentar uma marca rara: sua quarta cobertura consecutiva do evento, e que, segundo ele, será a maior de todas. "Vai ser muito maior que a que fiz pela Globo, em 1999 e em 2003. O investimento era menor porque a Globo tinha seu foco no futebol. O Pan não fazia parar o calendário do futebol. E a Record, com o investimento que está fazendo, vai mostrar esse Pan por inteiro, algo que a Globo só fez em 2007 porque o evento era aqui. Creio que nenhuma emissora tenha feito uma cobertura como a que Record fará [em Guadalajara]", finaliza.
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