"Nem toda empresa gosta de ser analisada", diz Adísia Sá, ombudsman emérita de "O Povo"
Primeira mulher a assumir o cargo ombudsman na imprensa nordestina, em 1994, e a única a cumprir quatro mandatos no jornal O Povo, a jo
Atualizado em 23/01/2014 às 16:01, por
Gabriela Ferigato.
Primeira mulher a assumir o cargo ombudsman na imprensa nordestina, em 1994, e a única a cumprir quatro mandatos no jornal O Povo , a jornalista e escritora Adísia Sá recebeu, na última quarta-feira (22/1), o diploma de "ombudsman emérita".
Crédito:divulgação Adísia Sá recebeu o diploma de ombudsman emérita do jornal O Povo Adísia, que foi colunista de IMPRENSA, iniciou a carreira em 1955, no jornal Gazeta de Notícias . Com passagens pelos veículos O Estado , O Dia , TV Jangadeiro e TV Manchete, ela ajudou a implantar o primeiro curso de jornalismo no Ceará.
Quando pensava em se dedicar a projetos pessoais, recebeu o convite de Demócrito Rocha, do jornal O Povo , para ser ombudsman. “Não tínhamos experiência na época, a Folha de S.Paulo era o único veículo que tinha. A partir disso, começamos a desenvolver um trabalho muito sério. Em 2013, esse cargo completou 20 anos de funcionamento. É uma vida”.
Segundo ela, no começo, a função era vista com certo receio e sua primeira coluna, em janeiro de 1994, foi escrita exatamente para desmistificá-la. “Quando fui designada, muitos dos jornalistas na redação tinham sido meus alunos e acho que eles pensavam que eu seria a dedo duro, mas não era nada disso. A relação sempre foi mais com o leitor do que com a própria redação. A ideia é que ele pudesse expressar sua opinião sobre a cobertura do veículo, criticar ou louvar”, completa.
Adísia lamenta que, atualmente, poucos jornais possuam essa figura. “Nem toda empresa gosta de ser analisada e muitos profissionais não gostam de se indispor. No começo, percebíamos que os próprios redatores do jornal se perdiam um pouco no atendimento aos leitores, mas essa relação oferece muita credibilidade ao veículo”.
A solenidade ocorreu na sede do jornal, na tarde da última quarta-feira (22/1), e a jornalista recebeu o título da presidente do grupo de Comunicação O Povo, Luciana Dummar.
Crédito:divulgação Adísia Sá recebeu o diploma de ombudsman emérita do jornal O Povo Adísia, que foi colunista de IMPRENSA, iniciou a carreira em 1955, no jornal Gazeta de Notícias . Com passagens pelos veículos O Estado , O Dia , TV Jangadeiro e TV Manchete, ela ajudou a implantar o primeiro curso de jornalismo no Ceará.
Quando pensava em se dedicar a projetos pessoais, recebeu o convite de Demócrito Rocha, do jornal O Povo , para ser ombudsman. “Não tínhamos experiência na época, a Folha de S.Paulo era o único veículo que tinha. A partir disso, começamos a desenvolver um trabalho muito sério. Em 2013, esse cargo completou 20 anos de funcionamento. É uma vida”.
Segundo ela, no começo, a função era vista com certo receio e sua primeira coluna, em janeiro de 1994, foi escrita exatamente para desmistificá-la. “Quando fui designada, muitos dos jornalistas na redação tinham sido meus alunos e acho que eles pensavam que eu seria a dedo duro, mas não era nada disso. A relação sempre foi mais com o leitor do que com a própria redação. A ideia é que ele pudesse expressar sua opinião sobre a cobertura do veículo, criticar ou louvar”, completa.
Adísia lamenta que, atualmente, poucos jornais possuam essa figura. “Nem toda empresa gosta de ser analisada e muitos profissionais não gostam de se indispor. No começo, percebíamos que os próprios redatores do jornal se perdiam um pouco no atendimento aos leitores, mas essa relação oferece muita credibilidade ao veículo”.
A solenidade ocorreu na sede do jornal, na tarde da última quarta-feira (22/1), e a jornalista recebeu o título da presidente do grupo de Comunicação O Povo, Luciana Dummar.





