Negros continuam na luta por maior participação no telejornalismo
Negros continuam na luta por maior participação no telejornalismo
Na última sexta-feira (20/11), comemorou-se o "Dia da Consciência Negra". A cidade de São Paulo transformou a data em um justíssimo feriado municipal. O racismo velado e inconsciente ainda persiste em todos os âmbitos da sociedade brasileira, inclusive na TV.
A cada ano que passa, mais discussões surgem para colocar o tema em pauta. Ainda de uma forma muito tímida, perante aos 50% de participação na estrutura social, os negros começam a galgar espaço.
Há vários anos, Glória Maria era uma das poucas ícones negras no telejornalismo. O jornalista Heraldo Pereira é outro que conquistou seu espaço na Rede Globo. Há alguns anos, Pereira foi o primeiro negro a apresentar o tradicional "Jornal Nacional". Zileide Silva é outra que integra o elenco do "JN".
Já no SBT, Joyce Ribeiro se destaca atualmente no "Boletim de Ocorrências". Joyce cobre também a folga dos âncoras na emissora. E não faz feio. Com firmeza e seriedade, ela apresenta os noticiários de forma que o telespectador não sinta falta dos titulares.
A TV Record também contribui para a maior participação do afrodescendente na TV. Recentemente, a emissora do bispo colocou no ar Jonny Santos, um jornalista negro, no comando no "Jornal da Record". Pode ter sido uma "inspiração" em Heraldo Pereira, do "Jornal Nacional", mas vale a iniciativa.
A TV Gazeta também não fica para trás. Luciana Camargo brilha na condução do "Gazeta News" e do "Jornal da Gazeta". O fenômeno ainda é incipiente, mas já demonstra a preocupação dos diretores para a questão racial que aflige a sociedade brasileira.






