Negociação entre bancos e interessados na Abril chega a impasse, diz jornal

As negociações entre os bancos credores e os interessados em assumir o Grupo Abril colocam em risco o futuro da editora. De acordo com informações obtidas pelo jornal Folha de S.

Atualizado em 13/02/2019 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Paulo, os credores não gostaram das propostas apresentadas pelos investidores para a aquisição da dívida financeira do grupo. Crédito: Divulgação/Abril

A Abril deve cerca de R$ 1,6 bilhão, sendo que cerca de R$ 90 milhões correspondem a débitos trabalhistas. Os bancos Itaú, Bradesco e Santander são os maiores credores.


Em agosto de 2018, o pedido de recuperação judicial do grupo foi aprovado. No fim do ano, foi divulgado um acordo de .


Isso, porém, não resolve os problemas da empresa porque o plano de recuperação precisa ser aprovado e o credor principal terá a maior força nessa decisão. Caso a aprovação não seja obtida, a falência da Abril pode até ser decretada.


De acordo com a Folha, já foram apresentadas três propostas. A da Enforce, que pertence ao BTG, parceiro de Carvalho na negociação, prevê o pagamento de 8% do crédito, mas não inclui participação na venda posterior de ativos. A da Jive Asset Management acena com pagamento de 3% do crédito e 20% da venda de ativos.


A terceira proposta é da Guilder Capital, em parceria com um grupo de empresários. Seria criada uma fundação para administrar a Abril. Os credores receberiam o valor simbólico de R$ 1 mil e os ex-funcionários seriam os primeiros a receber com a venda de ativos. Os bancos receberiam ao longo dos anos caso a empresa consiga se recuperar.