Negação da campanha "O Brasil não pode parar" mostra como é confusa a comunicação do governo Bolsonaro
Em sintonia com comunicado emitido no sábado (28) pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Jair Bolsonaro negou neste domingo (29) que o governo tenha feito na semana passada a campanha “O Brasil não pode parar”.
Atualizado em 30/03/2020 às 15:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
“Alguma televisão mostrou o vídeo? Aquele vídeo vazou. Não tem o que discutir, como vaza tudo neste País”, disse a jornalistas na porta do Palácio do Alvorada.
Na sexta (27) circulou a notícia de que o governo havia investido R$ 4,8 milhões (sem licitação) numa campanha institucional para defender a flexibilização do isolamento social na crise provocada pelo novo coronavírus. Crédito: Reprodução Twitter
A informação ganhou as redes após o compartilhamento, inclusive pelo senador Flávio Bolsonaro, de um vídeo com o slogan “O Brasil não Pode Parar”.
O vídeo reforça o discurso do presidente em relação à crise e defende um isolamento social mais flexível com forma de enfrentamento da doença.
Na manhã de sábado a juíza Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, concedeu liminar suspendendo a suposta campanha do governo “O Brasil não pode parar”.
A decisão em primeira instância foi tomada após o Ministério Público Federal no Rio apresentar ação para impedir que a comunicação fosse veiculada “por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital”.
Postagens apagadas
Após a liminar, a Secom negou em nota a existência de campanha institucional do governo atrelada ao vídeo. "Não houve qualquer veiculação em qualquer canal oficial do governo federal a respeito de vídeos ou outras peças sobre a suposta campanha”, diz a nota.
Na sexta (27), antes da liminar, a Secom já havia se pronunciado sobre o assunto, afirmando que o vídeo foi produzido com custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom.
Ao longo do fim de semana, porém, diversos veículos de imprensa publicaram matérias afirmando que a campanha de fato existiu e que a Secom apagou postagens que havia feito em seu perfil oficial nas redes sociais divulgando a hashtag #oBrasinãopodeparar





