Navalha afiada em fino veludo
Navalha afiada em fino veludo
"Eu volto logo", disse Eduardo à sua irmã, Regina, pouco antes de pegar um agasalho e ser levado por três homens, de Santos, no litoral paulista, a São Paulo, para "dar explicações" sobre sua militância política. Em julho, fará 37 anos que ele foi morto. Regina não se esquece da despedida - passou aquela noite debruçada sobre a janela, à espera do irmão que não retornava. A mãe de Eduardo, Iracema, nunca se recuperou da ausência do filho, mesmo nos últimos dias de sua vida. Sua companheira à época, Angela, no exílio em Paris, ainda se emociona ao falar sobre Eduardo. Os amigos não o esquecem.
Luiz Eduardo Merlino. 23 anos. Jornalista. Militante do Partido Operário Comunista (POC). Amante de jazz e Fernando Pessoa. Bom texto. Passagens pelo Jornal da Tarde, Folha da Tarde, jornal Amanhã e Jornal do Bairro. Esse é um esboço a lápis do rosto que se revela por trás de um nome - entre tantos outros - que foram vitimados pela violência policial na Ditadura Militar no país.
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