National Geographic aponta as câmeras para o espaço em nova série "Cosmos"
Carl Sagan foi astrônomo, escritor e apresentador de TV que fez sucesso no mundo todo em 1980 com a série “Cosmos”. A atração explorava os mistérios do universo e do próprio planeta Terra, em 13 episódios exibidos pela PBS e, no Brasil, pela Globo - o programa mais assistido da história da TV americana até 1990.
Atualizado em 13/03/2014 às 15:03, por
Lucas Carvalho*.
Mais de 30 anos depois, “Cosmos” volta às telas sob o comando do físico Neil DeGrasse Tyson, com estreia por aqui nesta quinta (13/3), às 22h30, no canal por assinatura National Geographic.
Crédito:Divulgação Neil DeGrasse Tyson apresentará a série
O retorno da série coincide com uma época em que a mídia internacional parece voltar suas atenções para o espaço. A mesma Nat Geo exibe na próxima sexta (14/3) o especial “Ao Vivo do Espaço”, direto da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Ainda em março, a emissora britânica Channel 4 também transmitirá em tempo real a partir da órbita terrestre.
Diretor do Planetário Hayden, Neil DeGrasse Tyson é uma das figuras mais populares do mundo quando se trata de ciência e entretenimento. Um dos pesquisadores responsáveis pela exclusão de Plutão do Sistema Solar nos livros acadêmicos, o carismático astrofísico já fez participações na sitcom “The Big Bang Theory”, concedeu entrevistas para nomes como Jon Stewart, Jimmy Fallon e Conan O’Brien, dá palestras que são sucesso no YouTube e possui mais de um milhão de seguidores no .
“Em termos de estranheza em ser famoso, eu acho incrível que um cientista, seja eu ou outro, tenha essa quantidade de seguidores, esse nível de reconhecimento. Eu sou identificado por estranhos na rua entre 50 e 100 vezes ao dia. [...] Alguém sempre vem e diz ‘Você é o Tyson? Oh, conte-me mais sobre aquele buraco negro de que você falava outro dia’. Eu estou apenas alimentando-os, eu sou o canal de acesso deles para o universo. Eu não sou o destino final”, afirma.
A nova série “Cosmos” é produzida e dirigida por Brannon Braga, roteirista de filmes da série “Jornada nas Estrelas” na década de 1990. Além dele, Ann Druyan, viúva de Carl Sagan, também produz e escreve os novos episódios. Completa o time o produtor executivo, humorista e criador da série animada “Uma Família da Pesada” e do filme “Ted”, de 2012, Seth MacFarlane.
Tyson lembra a primeira vez que se encontrou com o produtor, num evento sobre ciência e entretenimento. “Sua primeira pergunta pra mim foi ‘Como eu posso fazer diferença na ciência desse mundo?’. Então eu disse: ‘Esse é Seth MacFarlane? Esse é o cara que desenha o Stewie [personagem de ‘Uma Família da Pesada’]? É o mesmo cara?’. Esse foi meu primeiro indício de que, de fato, ele tinha um sério interesse em querer fazer diferença no mundo.”
MacFarlane conta que era um grande admirador da série original, que assistiu quando criança e o encantou quando adulto. Nos Estados Unidos, a nova versão de “Cosmos” será exibida pela Fox. Para o produtor, é muito importante que veículos de comunicação de massa compartilhem o conhecimento científico, além das emissoras especializadas em conteúdo dessa natureza.
“Eu ouvi que a nova série seria oferecida para canais temáticos, que são grandes emissoras, mas que, de uma certa maneira, seria como pregar para os convertidos. Não seria legal ampliar a visibilidade um pouco mais? Então eu pensei que havia uma forte possibilidade de a atual administração da Fox ser receptiva à ideia de apresentar o programa. E eles realmente eram. O resto nos trouxe aqui”, conta.
A proposta do novo “Cosmos” não é mostrar o que mudou em 35 anos de descobertas científicas, mas sim montar um panorama atemporal do que a humanidade sabe sobre a origem do universo. “É, primordialmente, uma história sobre a importância da ciência. Então, sim, nós temos oito planetas em vez de nove, mas o objetivo não é mostrar o que há de novo. O objetivo aqui é mostrar por que essa nova compreensão do mundo continua a nos afetar profundamente como indivíduos, como nações e como espécie”, afirma Tyson.
Nos EUA, “Cosmos” será exibida aos domingo. Para a roteirista Ann Druyan, a maior expectativa da equipe é criar uma relação com o público forte o suficiente para transformar a série em parte importante da cultura popular. “Nós sonhamos que, todo domingo à noite, as famílias se reúnam em frente à TV. Que as escolas, de fato, indiquem a série para as crianças, que criemos um bom relacionamento com estudantes e que possamos inspirá-los a aprender mais”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Divulgação Neil DeGrasse Tyson apresentará a série
O retorno da série coincide com uma época em que a mídia internacional parece voltar suas atenções para o espaço. A mesma Nat Geo exibe na próxima sexta (14/3) o especial “Ao Vivo do Espaço”, direto da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Ainda em março, a emissora britânica Channel 4 também transmitirá em tempo real a partir da órbita terrestre.
Diretor do Planetário Hayden, Neil DeGrasse Tyson é uma das figuras mais populares do mundo quando se trata de ciência e entretenimento. Um dos pesquisadores responsáveis pela exclusão de Plutão do Sistema Solar nos livros acadêmicos, o carismático astrofísico já fez participações na sitcom “The Big Bang Theory”, concedeu entrevistas para nomes como Jon Stewart, Jimmy Fallon e Conan O’Brien, dá palestras que são sucesso no YouTube e possui mais de um milhão de seguidores no .
“Em termos de estranheza em ser famoso, eu acho incrível que um cientista, seja eu ou outro, tenha essa quantidade de seguidores, esse nível de reconhecimento. Eu sou identificado por estranhos na rua entre 50 e 100 vezes ao dia. [...] Alguém sempre vem e diz ‘Você é o Tyson? Oh, conte-me mais sobre aquele buraco negro de que você falava outro dia’. Eu estou apenas alimentando-os, eu sou o canal de acesso deles para o universo. Eu não sou o destino final”, afirma.
A nova série “Cosmos” é produzida e dirigida por Brannon Braga, roteirista de filmes da série “Jornada nas Estrelas” na década de 1990. Além dele, Ann Druyan, viúva de Carl Sagan, também produz e escreve os novos episódios. Completa o time o produtor executivo, humorista e criador da série animada “Uma Família da Pesada” e do filme “Ted”, de 2012, Seth MacFarlane.
Tyson lembra a primeira vez que se encontrou com o produtor, num evento sobre ciência e entretenimento. “Sua primeira pergunta pra mim foi ‘Como eu posso fazer diferença na ciência desse mundo?’. Então eu disse: ‘Esse é Seth MacFarlane? Esse é o cara que desenha o Stewie [personagem de ‘Uma Família da Pesada’]? É o mesmo cara?’. Esse foi meu primeiro indício de que, de fato, ele tinha um sério interesse em querer fazer diferença no mundo.”
MacFarlane conta que era um grande admirador da série original, que assistiu quando criança e o encantou quando adulto. Nos Estados Unidos, a nova versão de “Cosmos” será exibida pela Fox. Para o produtor, é muito importante que veículos de comunicação de massa compartilhem o conhecimento científico, além das emissoras especializadas em conteúdo dessa natureza.
“Eu ouvi que a nova série seria oferecida para canais temáticos, que são grandes emissoras, mas que, de uma certa maneira, seria como pregar para os convertidos. Não seria legal ampliar a visibilidade um pouco mais? Então eu pensei que havia uma forte possibilidade de a atual administração da Fox ser receptiva à ideia de apresentar o programa. E eles realmente eram. O resto nos trouxe aqui”, conta.
A proposta do novo “Cosmos” não é mostrar o que mudou em 35 anos de descobertas científicas, mas sim montar um panorama atemporal do que a humanidade sabe sobre a origem do universo. “É, primordialmente, uma história sobre a importância da ciência. Então, sim, nós temos oito planetas em vez de nove, mas o objetivo não é mostrar o que há de novo. O objetivo aqui é mostrar por que essa nova compreensão do mundo continua a nos afetar profundamente como indivíduos, como nações e como espécie”, afirma Tyson.
Nos EUA, “Cosmos” será exibida aos domingo. Para a roteirista Ann Druyan, a maior expectativa da equipe é criar uma relação com o público forte o suficiente para transformar a série em parte importante da cultura popular. “Nós sonhamos que, todo domingo à noite, as famílias se reúnam em frente à TV. Que as escolas, de fato, indiquem a série para as crianças, que criemos um bom relacionamento com estudantes e que possamos inspirá-los a aprender mais”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





