"Não sou uma 'maria-vai-com-as-outras'", diz Sheherazade ao "O Globo"
Em entrevista à Revista da TV, do jornal O Globo, a jornalista Rachel Sheherazade disse que não teme ser processada ou investigada por seus comentários na bancada do "SBT Brasil".
Atualizado em 15/02/2014 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
TV , do jornal O Globo , a jornalista Rachel Sheherazade disse que não teme ser processada ou investigada por seus comentários na bancada do "SBT Brasil". A foi publicada neste sábado (15/02).
Para ela, as ameaças de processo são apenas uma tentativa de intimidação ao seu trabalho e liberdade de expressão. "Esse burburinho não passa de jogo político. Qualquer um pode te acusar de qualquer coisa. Quero ver provar", afirmou.
Ainda à publicação, ela disse prezar pela ética e ter consciência do seu papel social como jornalista. "Por me posicionar diante dos fatos, acabo passando a imagem de uma pessoa transparente, confiável. Meu público me conhece. Não sou uma “maria-vai-com-as-outras”, explicou.
A polêmica No dia 4 de fevereiro, a jornalista fez um de seus discursos mais polêmicos, ao falar sobre o adolescente vítima de "justiceiros" no Rio". O jovem foi espancado e preso nu pelo pescoço a um poste com uma trava de bicicleta. “Aos defensores dos direitos humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”, disse, encerrando o vídeo. O vídeo repercutiu e dividiu opiniões sobre a profissional, entre críticas de incitação à violência e desrespeito aos direitos humanos e demonstrações de apoio.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, junto com sua Comissão de Ética, publicou uma nota de repúdio às declarações e classificou o discurso como "grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros".
Parlamentares protocolaram, na Procuradoria Geral da República, uma representação contra a jornalista e o SBT por apologia ao crime. O Ministério Público vai investigar.
E o deputado Marco Feliciano, em discurso na Câmara dos Deputados, defendeu Sheherazade. "Como responsabilizar a jornalista, ela não criou o fato, apenas informou, e manifestou com parcimônia o que todos nós sentimos uma insegurança generalizada", afirmou.
"Não me arrependo" Em entrevista à IMPRENSA, Sheherazade afirmou não ter arrependimentos dos comentários que fez. Para ela, opiniões fortes sempre geram repercussão, debates na sociedade.
Segundo a Folha de S.Paulo , a jornalistas e dirigentes da emissoras pediram uma retratação, explicitando que não concordam com as opiniões da profissional. O SBT disse que "respeita a liberdade de expressão de seus comentaristas" e que "a opinião é da mesma e não do SBT".
A profissional ficou conhecida em todo Brasil depois que um comentário seu sobre o carnaval, ainda na TV Tambaú (afiliada do SBT), de João Pessoa (PB), ganhou repercussão na internet. O vídeo chamou a atenção de Silvio Santos e ela a convidou para trabalhar em São Paulo.
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Para ela, as ameaças de processo são apenas uma tentativa de intimidação ao seu trabalho e liberdade de expressão. "Esse burburinho não passa de jogo político. Qualquer um pode te acusar de qualquer coisa. Quero ver provar", afirmou.
Ainda à publicação, ela disse prezar pela ética e ter consciência do seu papel social como jornalista. "Por me posicionar diante dos fatos, acabo passando a imagem de uma pessoa transparente, confiável. Meu público me conhece. Não sou uma “maria-vai-com-as-outras”, explicou.
A polêmica No dia 4 de fevereiro, a jornalista fez um de seus discursos mais polêmicos, ao falar sobre o adolescente vítima de "justiceiros" no Rio". O jovem foi espancado e preso nu pelo pescoço a um poste com uma trava de bicicleta. “Aos defensores dos direitos humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”, disse, encerrando o vídeo. O vídeo repercutiu e dividiu opiniões sobre a profissional, entre críticas de incitação à violência e desrespeito aos direitos humanos e demonstrações de apoio.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, junto com sua Comissão de Ética, publicou uma nota de repúdio às declarações e classificou o discurso como "grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros".
Parlamentares protocolaram, na Procuradoria Geral da República, uma representação contra a jornalista e o SBT por apologia ao crime. O Ministério Público vai investigar.
E o deputado Marco Feliciano, em discurso na Câmara dos Deputados, defendeu Sheherazade. "Como responsabilizar a jornalista, ela não criou o fato, apenas informou, e manifestou com parcimônia o que todos nós sentimos uma insegurança generalizada", afirmou.
"Não me arrependo" Em entrevista à IMPRENSA, Sheherazade afirmou não ter arrependimentos dos comentários que fez. Para ela, opiniões fortes sempre geram repercussão, debates na sociedade.
Segundo a Folha de S.Paulo , a jornalistas e dirigentes da emissoras pediram uma retratação, explicitando que não concordam com as opiniões da profissional. O SBT disse que "respeita a liberdade de expressão de seus comentaristas" e que "a opinião é da mesma e não do SBT".
A profissional ficou conhecida em todo Brasil depois que um comentário seu sobre o carnaval, ainda na TV Tambaú (afiliada do SBT), de João Pessoa (PB), ganhou repercussão na internet. O vídeo chamou a atenção de Silvio Santos e ela a convidou para trabalhar em São Paulo.
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