"Não sou otimista", diz diretor sobre futuro da revista francesa "Charlie Hebdo"
Laurent "Riss" Sourisseau participou do 10º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo
Atualizado em 06/07/2015 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Cartunista defendeu direito de crítica às religiões
"No momento em que se fala de religião, tudo é muito sensível. E é ainda pior quando se aborda o islamismo. A Charlie Hebdo pagou um preço alto", declarou. Riss, que foi atingido por um tiro nas costas durante o ataque contra a redação, substituiu Charb como diretor da revista. Ele se fingiu de morto durante o atentado para que os terroristas não o executassem.
"O que ocorreu em janeiro caiu na nossa cabeça como um raio. Não tínhamos feito nada nesse momento, mas os islamitas não se esqueceram das caricaturas publicadas desde 2006", acrescentou o cartunista.
Riss acredita que a caricatura do profeta Maomé foi somente um pretexto para criar "um clima de terror" na democracia, assim como também ocorreu nos recentes atentados na Tunísia. "Eles não fizeram nada e também foram assassinados", disse.
Laurent Sourisseau defendeu ainda o direito de criticar a religião e destacou que a publicação não abordou apenas o islamismo. Questionado sobre o futuro da revista, o diretor não demonstrou animação: "Não sou otimista", declarou.





