"Não se pode silenciar a imprensa", diz ex-editor de jornal turco que sofreu intervenção
O jornalista turco Bulent Korucu, que deixou seu cargo de editor no jornal Zaman, após a intervenção da Justiça do país, decidiu integrara equipe de antigos colegas do veículo para lançar o diário Yarin’a Bakis (Olhar para o amanhã).
Atualizado em 22/04/2016 às 12:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
deixou seu cargo de editor no jornal Zaman , após a intervenção da Justiça do país, decidiu integrar a equipe de antigos colegas do veículo para lançar o diário Yarin’a Bakis (Olhar para o amanhã).
Crédito:Reprodução Jornalista destaca crise da liberdade de imprensa na Turquia
Em entrevista ao jornal O Globo , Korucu destacou que está cada vez mais difícil ser jornalista na Turquia em meio à frequente ameaça à liberdade de imprensa, refletida no desemprego de profissionais de imprensa, na pressão do governo e na ameaça de detenção.
"É muito difícil para nós, e não tiramos da cabeça essas situações. Mas sabemos que, nestes dias, a mídia é mais importante do que antigamente. Então, penso que somos sortudos. A História turca está sendo reescrita, e os jornalistas de verdade estarão envolvidos nessa história, porém os outros também", ressaltou.
Segundo Korucu, pelo fato de trabalhar em condições primitivas e de oportunidades limitadas, o Yarin’a Bakis é amador se comparado ao Zaman . Ele garante, porém, que a equipe une experiência e amadorismo.
"Estamos mais felizes que outros jornalistas. Nosso lema é: 'Se você tem palavras a dizer, até as asas de um pássaro alcançam seu destinatário'. Pois as pessoas têm muitas oportunidades de se comunicarem. Por isso não se pode silenciar a imprensa".
Crédito:Reprodução Jornalista destaca crise da liberdade de imprensa na Turquia
Em entrevista ao jornal O Globo , Korucu destacou que está cada vez mais difícil ser jornalista na Turquia em meio à frequente ameaça à liberdade de imprensa, refletida no desemprego de profissionais de imprensa, na pressão do governo e na ameaça de detenção.
"É muito difícil para nós, e não tiramos da cabeça essas situações. Mas sabemos que, nestes dias, a mídia é mais importante do que antigamente. Então, penso que somos sortudos. A História turca está sendo reescrita, e os jornalistas de verdade estarão envolvidos nessa história, porém os outros também", ressaltou.
Segundo Korucu, pelo fato de trabalhar em condições primitivas e de oportunidades limitadas, o Yarin’a Bakis é amador se comparado ao Zaman . Ele garante, porém, que a equipe une experiência e amadorismo.
"Estamos mais felizes que outros jornalistas. Nosso lema é: 'Se você tem palavras a dizer, até as asas de um pássaro alcançam seu destinatário'. Pois as pessoas têm muitas oportunidades de se comunicarem. Por isso não se pode silenciar a imprensa".





