“Não queremos revolucionar”, diz Zé Luiz sobre o novo “Morning Show” na RedeTV!
Apesar de estar há pouco mais de uma semana no ar, o novo programa “Morning Show”, da Rede TV!, já tem sofrido algumas críticas devido aos baixos índices de audiência.
Atualizado em 04/06/2013 às 16:06, por
Danubia Guimarães.
Nem por isso o assunto gera preocupação ao jornalista Zé Luiz, um dos apresentadores e principais responsáveis pela formatação do programa. “Não temos a pretensão de revolucionar nada, mas já que tem a opção A, B, C, queremos ser a opção D. Uma excelente opção”.
Ele que durante 2012 apresentou o “Morning Show”, na rádio Jovem Pan, foi convidado pela Rede TV! para ajudar a formatar uma atração que misturasse entretenimento, jornalismo e variedades. Apesar da semelhança dos nomes, Zé Luiz explica que um programa não tem relação com o outro. “Todo mundo que ouvia o "Jovem Pan Morning Show" na época que eu apresentava vai encontrar semelhanças, mas isso porque o apresentador é o mesmo. É um programa de bom humor”.
Em entrevista exclusiva à IMPRENSA o jornalista falou sobre o desafio de concorrer com matutinos tradicionais, como o “Mais Você”, e quais são os diferenciais do “Morning Show” para conquistar sua audiência.
Crédito:Wayne Camargo/ Rede TV! Zé Luiz é um dos apresentadores do "Morning Show"
IMPRENSA: Como surgiu a ideia do “Morning Show” na TV?
Zé Luiz: Veio de um convite da Rede TV! há alguns meses. Eles queriam fazer um programa no estilo de alguns matutinos da Argentina. Acabei participando de todo o processo de seleção dos apresentadores, formato do programa e tudo mais. Apenas a Renata (Del Bianco), o quinto elemento, é que foi escolhida por meio de um teste. Procuramos alguém até achar um perfil que combinasse com o nosso trabalho.
Há alguma relação de parceria entre o “Morning Show” da Jovem Pan e o da Rede TV!?
Se eu te disser que não tem nada a ver ninguém acredita. Todo mundo que ouvia o “Jovem Pan Morning Show” na época que eu apresentava vai encontrar semelhanças, mas isso porque o apresentador é o mesmo. É um programa de bom humor. Na época da rádio também fui o primeiro a ser chamado. Também tive que ir formatando o programa.
O Thiago (Rocha), que integra a bancada comigo e outros três apresentadores, estava lá na Jovem Pan também, as semelhanças são basicamente essas. O “Morning Show” da Rede TV! é um programa conversado, no mesmo estilo de diversos fora do país, como Estados Unidos, Argentina e Espanha. A diferença é que os apresentadores lá fora têm um perfil mais maduro.
Já a nossa proposta é ser voltada mais para o entretenimento, é ser uma opção para o que já existe entre os matutinos. Não temos a pretensão de revolucionar nada, mas já que tem a opção A, B, C, queremos ser uma opção D. Uma excelente opção.
Pela manhã há alguns programas mais tradicionais, como o “Mais Você”. Quais são os desafios do “Morning Show” para superar a concorrência?
É muito difícil superar a audiência de programas mais consolidados no horário, pelo menos em um primeiro momento. O que nós queremos fazer é que um pouquinho das pessoas que estejam em cada audiência, venha para a Rede TV! para formarmos um total satisfatório. Claro, estamos longe, mas será um trabalho gradual.
O que podemos esperar do programa? O que ele trás de novidade em relação aos matutinos?
Estamos trazendo uma linguagem diferente. O “Morning Show” é diferente de tudo que está passando no mesmo horário. Como concorrentes temos programas femininos que dão receitas ou o jornalismo atuante da Record. E agora temos um programa de entretenimento, com linguagem mais rápida, notícias curiosas, mas que têm o mesmo grau de apuração.
O cão usando meia calça no Japão, por exemplo. Era uma notícia de internet e trouxemos a discussão para o programa. Há essa preocupação com a apuração da notícia. Não vou dizer que nunca vamos cair numa roubada, em uma notícia armada, mas nós apuramos. Nossa função é divertir o telespectador pela manhã. Que seja um conteúdo leve, uma opção às notícias de crime, sanguinolentas. Aqui não tem isso.
Como são pensadas as pautas do programa? Você participa desse processo?
Todo mundo participa, sugere. Também recebemos sugestões de coberturas especiais. Claro que tem muita coisa para conhecer, aprender. Mas temos uma equipe boa, focada por trás. Temos no mínimo 15 pessoas na produção além dos apresentadores.
Como sentiu a estreia do programa em relação à audiência?
Ainda é cedo para avaliar, mas o crescimento de share do dia da estreia para o segundo dia foi notório. O número das pessoas que estavam ligadas no segundo dia em relação à estreia também aumentou, o que é uma vitória. A repercussão nas redes sociais também me surpreendeu. Achei que no Twitter, por exemplo, demoraria um pouco mais para surgirem discussões. O mesmo para número de telefonemas, que foi intenso.
No canal Rede TV HD, da Net, o programa passa ao meio dia. É engraçado porque você um reflexo nesse segundo horário também por telefonemas e participação nas redes sociais. Por enquanto estamos montando um perfil do programa, por isso, os telespectadores se comunicam nos perfis diretos dos apresentadores, mas o feedback tem sido ótimo.





