“Não olharam para o meu sexo, mas para o meu talento”, diz primeira âncora transgênero
Padmini Prakash é a primeira âncora transgênero a assumir um telejornal em horário nobre na Índia
Atualizado em 07/10/2014 às 14:10, por
Gabriela Ferigato.
Em abril deste ano, a Corte Suprema indiana reconheceu os transgêneros como um terceiro sexo. Quatro meses depois, um telejornal de horário nobre da emissora Lotus TV exibia em seu comando a primeira âncora transgênero do país.
Crédito:acervo pessoal Padmini Prakash estreou como âncora de um telejornal da TV Lotus no dia 15 de agosto Segundo a apresentadora Padmini Prakash, o convite surgiu de dois executivos do canal, Sangeeth Kumar e Saravana Ramakumar. “Eles não olharam para o meu sexo, mas para o meu talento. Cada vez mais pessoas e grupos de mídia da minha região têm apoiado o terceiro gênero”, diz Padmini à IMPRENSA.
Durante dois meses, Padmini passou por um treinamento com técnicas de leitura de notícias para televisão. O programa, transmitido na língua tâmil a partir de cidade de Coimbatore, no Estado de Tamil Nadu, foi ao ar no dia 15 de agosto deste ano, comemoração do Dia da Independência.
“No começo fiquei nervosa e pensei que algumas pessoas poderiam me provocar. Mas, logo no primeiro dia, o retorno positivo e o apoio de todos os colegas da emissora me fizeram sentir em casa”, conta.
Afastada do convívio familiar aos 13 anos, foi salva por outras pessoas quando se preparava para cometer um suicídio. Após sair de casa, viajou por diversos lugares, começou uma faculdade em comércio à distância, aprendeu Bharatnatyam (uma forma clássica de dança indiana) e participou de concursos de beleza para transgêneros.
“A responsabilidade [como âncora] era enorme e o inesperado aconteceu. Veículos de comunicação de toda parte do mundo se aglomeraram em meu escritório. Pessoas de todo lugar me felicitaram. Eu realmente me sinto orgulhosa e qualquer transgênero pode alcançar isso. Todos devem ter confiança e expor seus talentos. A emissora reconheceu o meu e muitos canais já começaram a contratar âncoras transgêneros”, finaliza.
Crédito:acervo pessoal Padmini Prakash estreou como âncora de um telejornal da TV Lotus no dia 15 de agosto Segundo a apresentadora Padmini Prakash, o convite surgiu de dois executivos do canal, Sangeeth Kumar e Saravana Ramakumar. “Eles não olharam para o meu sexo, mas para o meu talento. Cada vez mais pessoas e grupos de mídia da minha região têm apoiado o terceiro gênero”, diz Padmini à IMPRENSA.
Durante dois meses, Padmini passou por um treinamento com técnicas de leitura de notícias para televisão. O programa, transmitido na língua tâmil a partir de cidade de Coimbatore, no Estado de Tamil Nadu, foi ao ar no dia 15 de agosto deste ano, comemoração do Dia da Independência.
“No começo fiquei nervosa e pensei que algumas pessoas poderiam me provocar. Mas, logo no primeiro dia, o retorno positivo e o apoio de todos os colegas da emissora me fizeram sentir em casa”, conta.
Afastada do convívio familiar aos 13 anos, foi salva por outras pessoas quando se preparava para cometer um suicídio. Após sair de casa, viajou por diversos lugares, começou uma faculdade em comércio à distância, aprendeu Bharatnatyam (uma forma clássica de dança indiana) e participou de concursos de beleza para transgêneros.
“A responsabilidade [como âncora] era enorme e o inesperado aconteceu. Veículos de comunicação de toda parte do mundo se aglomeraram em meu escritório. Pessoas de todo lugar me felicitaram. Eu realmente me sinto orgulhosa e qualquer transgênero pode alcançar isso. Todos devem ter confiança e expor seus talentos. A emissora reconheceu o meu e muitos canais já começaram a contratar âncoras transgêneros”, finaliza.





