"Não há democracia sem liberdade", afirma presidente do STF em encontro com imprensa

Durante palestra do fórum da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), realizada nesta quinta-feira (20/10), em São Paulo, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou que "não há democracia sem uma imprensa livre.

Atualizado em 20/10/2016 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), realizada nesta quinta-feira (20/10), em São Paulo, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou que "não há democracia sem uma imprensa livre. Não há democracia sem liberdade. Ninguém é livre sem acesso às informações".

Crédito:Rovena Rosa / Agência Brasil De acordo com a Agência Brasil, em resposta a uma jornalista a respeito das restrições que às vezes são impostas sob o argumento de necessidade de sigilo, a presidente do STF disse que o "cala boca já morreu", referindo-se ao direito da imprensa de repassar informações aos cidadãos.
Segundo ela, no âmbito do STF, a Corte dará cumprimento, como tem feito reiteradas vezes, ao exercício de uma imprensa livre e "não como poder, mas como uma exigência constitucional para se garantir a liberdade de informar e do cidadão ser informado para exercer livremente a sua cidadania".
- Deixa o povo falar — disse a ministra, citando crônica do escritor e jornalista Fernando Sabino.
Segundo reportagem do G1, Cármen Lúcia afirmou que: "a imprensa cumpre um dos papéis mais importantes que se tem no estado democrático: um papel de fiscalização e controle da sociedade para, informando a sociedade, ser por ela fiscalizado pelo que a gente faz", afirmou.
"É a imprensa livre, legítima e formadora, porque ela não é só informadora, especialmente em um país como o Brasil, em que grande parte das pessoas não dispõe de dados, de educação cívica ao lado da educação formal para exercerem livremente os seus direitos, que nós vamos ter então uma sociedade na qual as tecnologias sirvam para novos modelos de convivência democrática. E eu acho que é este o papel da imprensa, que convivendo com as novas tecnologias seja capaz de apresentar as informações para os cidadãos formem seu convencimento de maneira muito mais aprofundado e com conhecimento. E só a imprensa cumpre este papel", completou a ministra durante a palestra.