"Não existe receita para o jornalismo online", afirma Marcos Foglia, do Clarín Global
"Não existe receita para o jornalismo online", afirma Marcos Foglia, do Clarín Global
Atualizado em 29/10/2009 às 13:10, por
Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA.
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Nesta semana, o jornalista Marcos Foglia, gerente do Clarín Global, braço digital do Grupo Clarín, esteve em São Paulo para participar do "3º Seminário de Jornalismo On-line Media On". Para Foglia, como o momento é de transição e muito complexo, as empresas, mais do que nunca, disputam a atenção das pessoas. "As empresas têm de disputar com os gigantes globais como Google, Youtube, Facebook e outros que brigam não por conteúdo, mas por plataformas".
O especialista falou ao Portal IMPRENSA sobre sua participação no evento e também da discussão em torno da melhor maneira de fazer jornalismo por meio das ferramentas digitais.
Portal IMPRENSA - Qual a importância dos debates sobre o futuro do jornalismo na internet? Marcos Foglia - Para mim, é muito importante discutir um tema tão em evidência e deste nível. Principalmente por se tratar de uma tendência que atinge todos os meios de comunicação e que nos faz agir de forma rápida discutindo interação e o papel do jornalismo neste cenário. Acredito ser de extrema importância discutir isso com outros colegas, trocarmos informações e experiências bem sucedidas e, sobretudo, encontrarmos a melhor maneira de produzir e distribuir nosso conteúdo.
IMPRENSA - Como você analisa a posição dos meios tradicionais em aliarem seus conteúdos de forma digital? Foglia - Acredito que os meios tradicionais, particularmente na América do Sul, tentam desenvolver seus negócios digitais, acredito que a maioria já despertou para essa tendência. Os meios tradicionais estão tentando desenvolver seus negócios digitais, com maior ou menor êxito, de acordo com os países, não e fácil fazer porque competem com jogadores globais muito fortes e em um ritmo que o mercado necessita.
IMPRENSA - Qual a melhor maneira de aliar as estruturas tradicionais com nos novos meios? Foglia - Não existe uma receita única. É importante que os meios tradicionais tenham uma visão ampla do mercado, de seus concorrentes, dos mais variados formatos, e principalmente, de seu público, cada vez mais pulverizado. Na Argentina o Clarín tem um mercado de audiência na rede de tráfego muito importante, o maior do país. Lá ele é o principal meio de comunicação na internet, resultado que demandou muita pesquisa, pensamento estratégico e sobretudo investimento em tecnologia.
IMPRENSA - Qual a relação entre os tradicionais e os novos meios? Foglia - Acredito que eles devem se complementar, um deve enriquecer o outro, sem dúvida muita coisa vai surgir com essa "convergência", entretanto, essa relação deve ser a mais amigável possível, digamos que um fortalece o outro. E o grande desafio das mídias tradicionais e decidir se vão criar suas próprias redes e comunidades ou se vão absorver as já existentes.

| Divulgação |
| Marcos Foglia |
O especialista falou ao Portal IMPRENSA sobre sua participação no evento e também da discussão em torno da melhor maneira de fazer jornalismo por meio das ferramentas digitais.
Portal IMPRENSA - Qual a importância dos debates sobre o futuro do jornalismo na internet? Marcos Foglia - Para mim, é muito importante discutir um tema tão em evidência e deste nível. Principalmente por se tratar de uma tendência que atinge todos os meios de comunicação e que nos faz agir de forma rápida discutindo interação e o papel do jornalismo neste cenário. Acredito ser de extrema importância discutir isso com outros colegas, trocarmos informações e experiências bem sucedidas e, sobretudo, encontrarmos a melhor maneira de produzir e distribuir nosso conteúdo.
IMPRENSA - Como você analisa a posição dos meios tradicionais em aliarem seus conteúdos de forma digital? Foglia - Acredito que os meios tradicionais, particularmente na América do Sul, tentam desenvolver seus negócios digitais, acredito que a maioria já despertou para essa tendência. Os meios tradicionais estão tentando desenvolver seus negócios digitais, com maior ou menor êxito, de acordo com os países, não e fácil fazer porque competem com jogadores globais muito fortes e em um ritmo que o mercado necessita.
IMPRENSA - Qual a melhor maneira de aliar as estruturas tradicionais com nos novos meios? Foglia - Não existe uma receita única. É importante que os meios tradicionais tenham uma visão ampla do mercado, de seus concorrentes, dos mais variados formatos, e principalmente, de seu público, cada vez mais pulverizado. Na Argentina o Clarín tem um mercado de audiência na rede de tráfego muito importante, o maior do país. Lá ele é o principal meio de comunicação na internet, resultado que demandou muita pesquisa, pensamento estratégico e sobretudo investimento em tecnologia.
IMPRENSA - Qual a relação entre os tradicionais e os novos meios? Foglia - Acredito que eles devem se complementar, um deve enriquecer o outro, sem dúvida muita coisa vai surgir com essa "convergência", entretanto, essa relação deve ser a mais amigável possível, digamos que um fortalece o outro. E o grande desafio das mídias tradicionais e decidir se vão criar suas próprias redes e comunidades ou se vão absorver as já existentes.






