"Não estou substituindo o Heródoto", diz Marina Person sobre sua estreia na TV Cultura

"Não estou substituindo o Heródoto", diz Marina Person sobre sua estreia na TV Cultura

Atualizado em 12/04/2011 às 17:04, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Por A cineasta e apresentadora Marina Person é uma das surpresas na nova grade da TV Cultura. Com 18 anos de MTV, se desligou da emissora quase ao mesmo tempo em que o jornalista Heródoto Barbeiro assinava contrato de exclusividade com a Record News e deixava uma vaga no programa "Cultura Retrô".
Divulgação Cultura
Marina Person
"Por que a gente não chama a Marina?", indagou Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo da Fundação Padre Anchieta, durante reunião sobre os novos programas. Como não houve objeções, a ex-VJ foi escalada para comandar o "Cultura Retrô", programa que estabelece relação entre fatos históricos e atuais em caráter quase documental, como um resgate jornalístico do acervo da TV Cultura.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA no dia em que a Cultura lança sua grade com 25 novas atrações, Marina deixou claro que não estava "cansada" de seu antigo público, nem que tenha a intenção de enveredar pelo jornalismo, tampouco que seja a substituta de Heródoto Barbeiro.
Portal IMPRENSA - Como é entrar na Cultura no momento em que o Heródoto deixa a emissora e o projeto "Cultura Retrô"?
Marina Person - Eu não considero uma substituição, porque ele nem chegou a fazer o programa, né? Uma das coisas que me atraiu nesse projeto foi de que é um programa que partiu do zero, e que vai mexer com o acervo da TV Cultura, que é muito precioso
IMPRENSA - E agora você fala a um público completamente diferente.. .
Marina - Passei 18 anos falando para um público. E dependendo do programa que você faça na MTV, você fala pra 12 ou 13 ou 25, 30 anos. De qualquer maneira, quem não gosta da TV Cultura? Quem não se interessa pelos assuntos, pelos programas? Pelo o que eles falam?
Quando eu saí da MTV eu não estava procurando trabalhar em TV agora, eu tenho os meus projetos. Eu tenho uma produtora independente que tem conteúdo, e estou fazendo formatos para TV. E eu queria fazer o inverso, levar os meus projetos para a TV.
Não que eu tenha cansado da MTV, mas é que eu fiquei muito tempo fazendo a mesma coisa e vi que era a hora de mudar. E o que me atraiu foi isso mesmo, de poder falar para outro público. Ter a oportunidade de alcançar pessoas que não assistiam MTV.
IMPRENSA - Para você, qual é o objetivo do "Cultura Retrô"?
Marina - Tantas coisas importantes registradas pela TV Cultura que nem sempre encontram espaço na programação. E o "Cultura Retrô" vem justamente para resgatar o que está esperando para ser mostrado, um programa específico, uma entrevista, uma imagem...
IMPRENSA - Considerando o caráter quase documental do "Cultura Retrô", você pensa em trabalhar mais o formato jornalístico?
Marina - Não, eu não sou jornalista. Sempre tive uma coisa com o jornalismo, que meio que me pegou, de um jeito ou de outro. Mas não me imagino nunca fazendo hardnews, sabe? Eu nunca vou ser a Poli [Maria Cristina Poli, apresentadora do "Jornal da Cultura"]. Para mim ela tem essa energia do "agora", do "vamo lá", e eu não tenho isso em mim. Mas eu me interesso muito por muitos assuntos. E vira e mexe eu vou lá investigar. São coisas específicas, então acho que o jornalismo me pega mais por esse lado. E geralmente em coisas culturais.

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