"Não era um ataque necessário", diz à "Zero Hora" fotógrafo agredido durante visita do papa
Na tarde da última quinta-feira (25/7), o fotógrafo japonês Yasuyoshi Chiba (42), da agência France-Presse, falou sobre agressão que sofreu por policiais na manifestação durante a visita do papa ao Rio de Janeiro.
Atualizado em 26/07/2013 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
“Estou há dois anos no Brasil, eu já trabalhei no Quênia, na África, e nunca aconteceu nada parecido com isso”, disse à Zero Hora .
No momento anterior ao ataque, o fotógrafo afirma ter visto um manifestante inconsciente caído no chão. “Não sei por que, mas o homem que estava no chão foi retirado pela polícia. Eu os segui e tentei chegar na frente deles para fazer as fotos, mas um outro grupo de policiais militares que estava esperando por eles fez uma espécie de sanduíche comigo”, relatou.
Crédito:Agência Brasil Depredações no Rio de Janeiro
Chiba afirma que um dos policiais do grupo o empurrou fortemente. “Quando ele me puxou, eu levantei as mãos com minha câmera para mostrar que era fotógrafo e não queria partir para o confronto. Então, o mesmo policial me empurrou de novo, bem forte, e depois um outro policial, que estava atrás de mim, me acertou na cabeça com o cassetete”, lembra o profissional. “Quando eu tentei sair, outro policial me derrubou e começou a me chutar, como se eu fosse uma bola de futebol.”
Até então, o fotógrafo não tinha visto que estava sangrando. Quando percebeu, mostrou as mãos com sangue e pediu para os oficiais parassem. “Eles pararam e me deixaram ali no chão”, diz. “Dois voluntários médicos foram ao meu encontro, limparam o sangue na minha cabeça e me levaram para o hospital.”
“Estou bem. Minha ferida na cabeça tem quatro centímetros, levei três pontos”, revela. “Não sei por que eles me bateram. Eles poderiam ter dito para não segui-los, mas começaram a me bater. Não era um ataque necessário. Não são todos os policiais que agem assim, é preciso dizer isso.”
No momento anterior ao ataque, o fotógrafo afirma ter visto um manifestante inconsciente caído no chão. “Não sei por que, mas o homem que estava no chão foi retirado pela polícia. Eu os segui e tentei chegar na frente deles para fazer as fotos, mas um outro grupo de policiais militares que estava esperando por eles fez uma espécie de sanduíche comigo”, relatou.
Crédito:Agência Brasil Depredações no Rio de Janeiro
Chiba afirma que um dos policiais do grupo o empurrou fortemente. “Quando ele me puxou, eu levantei as mãos com minha câmera para mostrar que era fotógrafo e não queria partir para o confronto. Então, o mesmo policial me empurrou de novo, bem forte, e depois um outro policial, que estava atrás de mim, me acertou na cabeça com o cassetete”, lembra o profissional. “Quando eu tentei sair, outro policial me derrubou e começou a me chutar, como se eu fosse uma bola de futebol.”
Até então, o fotógrafo não tinha visto que estava sangrando. Quando percebeu, mostrou as mãos com sangue e pediu para os oficiais parassem. “Eles pararam e me deixaram ali no chão”, diz. “Dois voluntários médicos foram ao meu encontro, limparam o sangue na minha cabeça e me levaram para o hospital.”
“Estou bem. Minha ferida na cabeça tem quatro centímetros, levei três pontos”, revela. “Não sei por que eles me bateram. Eles poderiam ter dito para não segui-los, mas começaram a me bater. Não era um ataque necessário. Não são todos os policiais que agem assim, é preciso dizer isso.”





