"Não era para falar da Mancha, senão ia morrer ali", diz Luiz Ceará sobre ameaças de torcida

Na última quarta-feira (12), o repórter Luiz Ceará, da Band, teve que cancelar entrada ao vivo no programa esportivo "Jogo Aberto"

Atualizado em 13/10/2011 às 17:10, por Guilherme Sardas.

Na última quarta-feira (12), o repórter Luiz Ceará, da Band, teve que cancelar entrada ao vivo no programa esportivo "Jogo Aberto", por conta de ameaças da torcida uniformizada do Palmeiras, a Mancha Alviverde.


O jornalista aguardava o momento de entrar no ar em frente à loja de produtos esportivos do Palmeiras, na rua Turiassu, na Barra Funda - onde o jogador João Vítor foi agredido na última terça-feira por torcedores palmeirenses - quando foi abordado por membros da uniformizada. "Meu caminhão de link chegou lá e os caras começaram a ameaçar a gente, dizendo que não era para falar da Mancha, nem contra, nem a favor, que, senão, ia morrer ali", contou.


Segundo o jornalista, a reportagem falaria do episódio que envolveu o atleta palmeirense - que relatou à PM ter sido agredido por pessoas vestidas com a camisa da torcida -, sem, no entanto, citar a uniformizada: "A gente ia falar sobre o ocorrido, mas eu não ia citar a Mancha. Na verdade, não ficou claro no B.O. que eu li [sobre a agressão a João Vitor], nem na gravação, que eram personagens da Mancha, porque um cara com a camisa não quer dizer que ele é da Mancha".


Com a abordagem agressiva dos membros da organizada, o jornalista preferiu desistir de entrar no ar. "Já fiz inúmeras entradas ao vivo dali, nunca tive problemas. Mas, dessa vez, eu achei que a ameaça era iminente, estava uma temperatura quente ali. Até porque a Bandeirantes tem uns comentaristas que foram jogadores. Por exemplo, a Mancha não gosta do Neto".


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